Vestida para o balcão | #mulheresnobalcao

Por Alline da Costa

Foto: Alline da Costa
Foto: Alline da Costa

Eu moro no Rio de Janeiro há 14 anos e uma das coisas que mais gosto é da informalidade. Mas a informalidade de ser livre; principalmente na hora de se vestir. Não existe um dress code engessado que te diga que só determinada peça é permitida, pelo menos eu não vejo isso aqui.

Você pode estar em um barzinho super badalado ou em um boteco que verá pessoas das mais variadas. Tem o grupo de terno que acabou de sair do escritório e está aproveitando o happy hour, tem a galera que acabou de sair da praia e aqueles que estão se reunindo antes de ir para alguma boate ou coisa do tipo. E esses grupos não são discriminados pela forma como estão vestidos; na maioria das vezes todos esses grupos são amigos, ou têm amigos em comum.

E é essa relação que a moda carioca e o balcão de um bar tem em comum; a informalidade, a democracia.

Acredito que o balcão traz essa liberdade até para as mais tímidas. Um exemplo? Você não se sente desconfortável se estiver sozinha. Por que não fazer amizade com o bartender e aproveitar para ganhar uns chorinhos de drinks a mais?

Assim como você não precisa se sentir desconfortável se estiver de rasteirinha ou de escarpin de verniz, por que aqui é permitido!

Moda é isso, é você poder ser livre, de calça jeans ou de lantejoulas, ou com os dois! É você poder sentar onde quiser, e o balcão é um excelente lugar! 😉

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6 Filmes com figurinos inspiradores

Por Alline da Costa

Esta não é uma lista com filmes de época ganhadores de Oscar. Esta é uma seleção com filmes para nos inspirarmos na hora de nos vestirmos; seja para o trabalho, um passeio no parque ou um casamento.

1) Ruby Sparks: a namorada perfeita

Ruby Sparks: A namorada perfeita
Foto: Fox Searchlight

Muitas de nós têm dificuldades na hora de misturar algumas cores, como as mais vibrantes pro exemplo. Esse filme, além de muito fofo, têm várias misturas de cores que eu aposto que nunca passaram pela sua cabeça! 😉

Nota: a casa do personagem principal e da mãe dele são incríveis. Então acho que vale para quem gosta de arquitetura e decoração também.

2) Mesmo se nada der certo

Foto: The Weinstein Company
Foto: The Weinstein Company

Esse não é um musical mas é um filme sobre música.

Tem looks que você pode usar no trabalho, no fim de semana com o namorado e naqueles dias que não estamos muito afim de nos arrumarmos para sair.

3) O diário de uma adolescente

foto: Sony Pictures Classics
foto: Sony Pictures Classics

Calma! Não é o filme Lindsay Lohan.
Esse é para as meninas que, como eu, amam inspiração setentista nas roupas, na na casa, na vida!

Nota: O filme é baseado no livro “O diário de uma garota normal”. A decoração da casa é maravilhosa e a arte do filme é linda!

4) Desejo e Reparação

Foto: Universal Pictures
Foto: Universal Pictures

Antes de mais nada, separe uma caixinha de lenços.
Se você vai ser madrinha de casamento, o vestido verde que aparece neste filme é simplesmente incrível!

5) Blue Jasmine

foto: Sony Pictures Classics
foto: Sony Pictures Classics

Se você faz a linha mais clássica, esse é o filme para você.
Cate Blanchett dá um show de elegância e atuação.

6) O diabo veste Prada

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Vamos combinar que em uma lista de filmes com looks inspiradores esse não poderia ficar de fora!

#SemanaVerde: a moda também é verde!

Por Alline da Costa

Foto: Victor & Rolf
Foto: Victor & Rolf

Ser sustentável em moda não é apenas usar “couro ecológico” em substituição ao couro animal, trata-se de um universo muito maior. Quando falamos de moda sustentável, estamos falando de direitos trabalhistas, inclusão e re-inclusão social, marcas de slow fashion, matéria-prima ecologicamente correta, com processos de lavagem e tinturaria que não agridam o meio ambiente, e por aí vai.

Vamos por partes!

O que é Slow Fashion?

Uma das coisas que mais gosto, nessa onda de sustentabilidade, é do slow fashion, ele é o “irmão mais novo” do slow food (movimento criado em 1989), que prevê o desaparecimento de culturas locais e nos faz pensar sobre como nossas escolhas, no consumo dos nossos alimentos, por exemplo, afeta o mundo ao nosso redor.

E é exatamente isso. O slow fashion nos faz refletir sobre a maneira como consumimos moda – o bom e velho “menos é mais”. O slow nesse caso não tem haver com tempo, mas com produzir de forma consciente, prezando os costumes, mão de obra e matéria-prima local. As cadeias de fast fashion trocam de coleção muito rápido nos fazendo sempre querer algo novo, e assim acabamos nos tornando efêmeros diante dos nossos desejos. Além de produzirem em países da Ásia, onde as indústrias (principalmente as de tingimento) são extremamente poluentes.

Uma marca de slow fashion que acho muito legal é a Doisélles. Ela tem um trabalho bacana de re-inclusão social que se chama “Flor de Lótus” onde tem em uma unidade de produção dentro da Penitenciária Professor Ariosvaldo De Campos Pires, em Juiz de Fora, MG. Lá, 18 detentos trabalham na produção de peças artesanais como tricô e crochê. Essa parceria promove a recuperação dos detentos, além de capacitá-los para o mercado de trabalho quando estiverem do lado de fora.

Sustentabilidade na alta-costura

Falando em matéria-prima, na última coleção de outono-inverno 2016/17 – que entra no hemisfério sul quando nós aqui estivermos morrendo de calor – os estilistas Viktor Horsting e Rolf Snoeren da Viktor & Rolf, inspirados nos Vagabonds de Charles Dickens fizeram uma coleção incrível usando os tecidos de peças de coleções passadas.


O vídeo tem pouco mais de 1 minuto, vale muito à pena, pois esses dois são brilhantes!

Os tecidos foram costurados e tingidos novamente criando novas formas, volumes e texturas. Eles nos ensinam que podemos ser conscientes até na hora de criar uma coleção de alta-costura! Só lembrando que, como eu falei é um desfile, e essas peças formam uma ideia, um conceito do que virá. As formas amplas e os bordados, quando chegam nas lojas, podem estar de outra forma, numa estampa, por exemplo, ou em bordados muito menores. O que vemos no vídeo é moda sendo arte, moda não é apenas uma indústria de ganhar dinheiro, também tem alma, e esses dois estilistas são os melhores nisso, na minha humilde opinião, claro!

Dicas práticas 

Enfim, para terminar porque hoje estou fazendo textão!!! Quer ser mais consciente na prática?

Ao invés de comprar algo novo por que não trocar com uma amiga? Fazer um bazar é uma forma muito barata de renovar o guarda-roupa. Os brechós também são ótimos lugares para exercer o consumo consciente. Antes de comprar uma nova peça pense também com o que vai usar em qual ocasião… Veja se realmente vale à pena.

O que eu tenho tentado fazer antes de comprar (nem sempre consigo, tá?) é ir para casa e fazer qualquer coisa que tire o foco do objeto de consumo que ando perseguindo, e se eu não conseguir dormir, aí sim o compro no dia seguinte.

Gostaram? Queremos seus comentários. Compartilhe suas inspirações usando a hashtag #semanaverde nas nossas redes sociais. 😉

Calma! A moda não morde

Por Alline da Costa

… E as pessoas que trabalham com ela, em sua maioria, também não. 😉

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Foto: Paramount Pictures – cena do filme “Breakfast at Tiffany’s” – “Bonequinha de Luxo” (1961) de Blake Edwards (baseado no livro de Truman Capote)

Geralmente eu sinto que quando se fala em moda, ou quando eu falo que trabalho com isso, algumas pessoas ficam nervosas, com medo de estarem sendo avaliadas ou julgadas. Não é bem assim, a gente até olha de uma forma geral o look, mas é mais como força do hábito do que como julgamento. Até porque todos nós somos passíveis ao erro.

Sabe quando você vê aquela atriz que adora num look muito duvidoso no red carpet?! Então, essa pessoa, na maioria das vezes foi vestida por alguém que entende de moda, mas para aquele evento, para aquela pessoa, não deu muito certo. E é isso, todo mundo vai errar em algum momento. O que podemos fazer é minimizar as chances de erro.

E como fazemos isso? Nos conhecendo! Sabendo o que nos deixa à vontade. Não adianta o vestido ser lindo e não te deixar confortável, o sapato estar machucando, ficar sentindo frio ou calor…

Ultimamente eu tenho estado muito fã do que chamo de “look pijama”, não estou falando do último desfile da Dolcce e Gabana e nem dessas peças que estamos encontrando em lojas de fast fashion como a Zara por exemplo (na verdade me lembram é um cosplay do Hugh Hefner, o fundador da playboy, sabe?!) eu estou falando de roupa confortável. Bom, vou falar sobre isso mais para a frente.

O que eu quero explicar aqui é, em primeiro lugar, você precisa estar bem com você. Está se sentindo acima do peso? Valoriza o decote, ou as pernas, ou o cabelo… Se sente magra de mais? Muita gente que eu conheço se mata para emagrecer (eu inclusive!) Nem todo mundo está satisfeito 100%, e eu aposto que a modelo mais linda da Victoria’s Secret também tem seus momentos de insegurança, mas uma coisa é certa, todos nós temos alguma coisa que achamos lindo em nós e é aí onde devemos focar.

Já faz um tempo em que a moda está super na moda e informações sobre o assunto tem pipocado em todas as mídias, então não precisa ter medo, nós não vamos morder você!

Yes, nós temos homens de kilt

Por Mirella Camargo

É fato que hoje em dia os homens estão cada vez mais antenados com a moda e o mercado da beleza em geral.

Mas o que as mulheres pensam sobre isso?

Estamos em uma era de homens barbados, com coque na cabeça e corpos milimetricamente desprovidos de pelos. O estilo tem feito cada vez mais sucesso e a mulherada aprovou geral.

Apesar de toda evolução no universo da vaidade masculina, alguns assuntos ainda geram discussões e encaram certa resistência por parte de homens e mulheres.

O que dizer sobre os homens de saia?

Sim, homens, heterossexuais, usando saia. Você, minha cara amiga, seguraria o forninho de desfilar pela rua com o boymagia trajando uma elegante e libertadora saia Kilt?

Aqui no Brasil já temos alguns adeptos que vestiram a saia e provaram que a masculinidade vai muito além do que um par de calças.

Nosso eleito muso mor que carregou o estilo com classe é o gatíssimo Bruno Gagliasso, que usou a louvada kilt em um baile de gala da Vogue.

kiltBruno Gagliasso Foto Raphael CastelloAg. News
Foto Raphael Castello Ag. News

Por aqui, a adesão à vestimenta tipicamente escocesa ainda está a passos de tartaruga, talvez pelo nosso clima tropical de sensação térmica abraçando o capeta na maior parte do ano. Afinal, andar com uma saia de lã, mesmo que sem cuecas, em clima tropical, não deve ser tarefa nada fácil.

Fica aqui o nossa corrente de oração contra o aquecimento global, pelas baixas temperaturas e por mais homens de saia em terras brazucas.

Vida longa ao Kilt!