A volta do Bordado (sim, aquele que sua avó fazia!)

Por Helô Righetto

Há alguns meses eu notei que na minha parte de sugestões de contas para seguir no Instagram começaram a aparecer fotos de trabalhos em bordado. Aquele feito com bastidor, sabe? Provavelmente alguma mulher da sua família fazia bordado quando você era pequena, já que bordar era considerado uma atividade feminina, compatível com mulheres que cuidavam da casa e da família.

Como está acontecendo um resgate de trabalhos artesanais e também da estética e estilo usado na decoração da metade do século 20 (o que não é novidade, eu sei), os bordados voltaram com tudo. Plataformas para artesãos e micro empresários, como a Etsy, ajudaram dar novo fôlego a esse tipo de trabalho, que agora tem uma pegada bastante diferente. As bordadeiras (e falo no feminino porque não encontrei nenhum homem fazendo esse tipo de trabalho) de agora estão criando peças muito mais autorais, com estampas e cores vibrantes, sem seguir modelos “pré fabricados” de revistas.

O que era antes mais um afazer doméstico, uma distração ou simplesmente um hobby tornou-se arte (claro que pode continuar sendo qualquer uma dessas coisas), e o melhor: arte que gera renda e é trabalho em tempo integral de muita mulher talentosa.

No post que escrevi em outubro de 2016, com sugestões de artesãs para seguir no Instagram, recomendei duas delas: sarahkbenning e contra.ponto. Mas desde então encontrei outras tantas, que me fizeram desejar ter uma parede só com bordados aqui em casa (apenas um desejo, por enquanto!).

Uma delas é a Brittney Muns, de Seattle. Ela começou a vender recentemente, depois de muita gente perguntar como poderia comprar as peças lindas que ela posta em sua conta pessoal. A diferença no bordado da Brittney é que ela mistura outras técnicas no bastidor, como aplicação de miçangas e tinta. As paisagens são inspiradas em fotos que ela vê no Instagram, geralmente de lagos ou montanhas. São um sonho!

@hideandstitch

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E pra quem ama cachorros e gatos, olhe o perfil da Emillie Ferris. Ela cria retratos realistas dos bichinhos, é impressionante!

@emillieferris

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Eu poderia listar dezenas de artesãs por aqui, mas a minha ideia para esse post era apenas chamar atenção pra “volta” dessa arte. É um trabalho manual que requer muita concentração, firmeza e senso de proporção e estética, por isso merece ser valorizado.

Que tal investir em uma peça assim para colocar junto com os seus quadros?

Faça a luz!

Por Helô Righetto

Eu tenho uma fascinação por luminárias. O meu trabalho de conclusão de curso (estudei Desenho Industrial, dá uma lida nesse post aqui) foi uma linha de luminárias, e quando eu trabalhei na equipe de criação de Tok & Stok era responsável por esse grupo de produtos.

Ou seja, em um curto espaço de tempo eu aprendi tudo sobre lâmpadas (é um mundo paralelo, vocês não tem noção de quantos tipos de lâmpadas existem nesse mundo), soquetes, fios, lúmens e temperatura de cor.

Fora que depois que você aprende toda a parte técnica, tem que levar em consideração também o material usado para fazer a luminária – o que pode interferir bastante em como a luz é distribuída no ambiente. Mas o que me interessa mesmo no mundo da iluminação é como um objeto simples e pequeno pode mudar totalmente a atmosfera de um ambiente.

Existem arquitetos e designers especializados em projetos de iluminação, tanto para residências como para ambientes comerciais. Mas não é preciso ser expert ou gastar muito em um projeto ambicioso para ver sua casa transformada apenas investindo em algumas luminárias de mesa ou de piso. Até porque um projeto de iluminação que preveja pontos fixos (como spots embutidos em teto de gesso rebaixado ou arandelas de parede que precisam de fiação interna) reduz muito a mobilidade da decoração da casa.

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Claro que não dá para eliminar os pontos de iluminação fixa (ainda mais se a sua casa não tem muita iluminação natural). Eu por exemplo tenho uma luminária pendente sobre a mesa de jantar (que tem destaque na decoração porque é uma herança de família), assim como nos quartos. Mas os demais pontos fixos da sala e cozinha, que já existiam quando me mudei para meu apartamento, nunca são usados. Eu utilizo as luminárias espalhadas pelo ambiente (uma na minha escrivaninha, uma na cozinha e duas ao lado do sofá) como suporte.

Essas luminárias criam uma atmosfera muito mais aconchegante. A luz é difusa, de cor quente (amarelada) e ilumina o suficiente para que a gente transite pelos ambientes e até mesmo faça tarefas como usar o computador, cozinhar ou ler um livro. Conforme vai escurecendo, vou deixando a casa um pouco mais escura, assim o corpo começa a relaxar.

Além da iluminação em si, a função primordial de uma luminária, eu adoro que a qualquer hora posso mudá-las de lugar, sem ter que me preocupar com fios embutidos. Por exemplo, se eu resolver mudar todo o layout da minha casa, não terei problema em achar novos pontos para essas luminárias de suporte. A iluminação não define a posição dos móveis, o que me deixa livre para fazer experimentos e brincar com o que já tenho se quero fazer alguma mudança na casa sem precisar gastar dinheiro.

Suculentas: você também pode ter uma (e não matá-la!)

Por Helô Righetto

Nos últimos anos, as plantas suculentas tornaram-se as queridinhas da decoração. Não se sabe exatamente quando nem o por quê, mas de repente as suculentas viraram objetos de desejo. Os blogs dedicados a design de interiores têm centenas de dicas de como incorporar essas plantas em casa, e o Pinterest nos faz desejar ter uma casa maior apenas para que possamos acomodá-las.

Foto: Helô Righetto
Foto: Helô Righetto

Bom, eu também fui “seduzida” por essas plantinhas. Logo eu que nunca dei muita bola para jardinagem! Lembro que ganhei a minha primeira há alguns anos, e ela foi crescendo e ficando tão linda, que acabei adquirindo várias outras e hoje tenho um cantinho em casa – um dos mais especiais! – apenas para as minhas plantas.

Foto: Helô Righetto
Foto: Helô Righetto

Antes de eu repassar as minhas dicas para quem também quiser entrar na dança das suculentas, preciso reforçar que não sou especialista nem estudiosa do assunto. O que sei é o que aprendi sozinha. Sim, eu li alguns blogs, pedi dicas para amigas que também gostam de suculentas, fui tentando, errando e acertando. Adoraria ter mais espaço dentro e fora de casa para cultivar ainda mais plantinhas, mas acredito que como eu, muita gente não tem um casarão ou um jardim imenso para brincar de paisagismo.

Claro que a falta de espaço é um problema, mas eu sempre incentivo as amigas a encontrarem pelo menos um cantinho onde caiba um pequeno vaso.

Vale até mudar algumas coisas de lugar – até mesmo móveis – para aproveitar o espaço melhor e quem sabe acrescentar uma mesa lateral cheia de vasinhos de suculentas!

Mas vamos ao que interessa: as dicas para manter suas suculentas lindas e vivas por muito tempo, dentro de casa.

  1. Luz natural: coloque os vasos perto da janela, pois elas precisam de pelo menos 6 horas de luz natural todos os dias. Não precisa bater sol direto (aliás, sol intenso por horas seguidas pode prejudicá-las!), mas é preciso ter claridade.
  2. Água: as suculentas não precisam de muita água. Uma vez por semana (durante o inverno eu inclusive pulo uma semana vez ou outra e dou água a cada 15 dias) é o suficiente. Deixe o solo bem molhado. O fato de elas precisarem pouca água não significa que usar spray nas folhas basta! Não! Regue pouco, mas quando regar, sacie a sede delas.
  3. Vaso: como a maioria das plantas, o ideal é que você coloque as suculentas em um vasinho com furo no fundo, para que a água acumulada não apodreça a raiz. Caso isso não seja possível, coloque pedrinhas no fundo do vaso, por baixo da terra.
  4. Podagem: é sempre bom checar as folhas e retirar as mais velhas, que vão amarelando. É normal que algumas amarelem!
  5. Cor: para quem, como eu, tem apenas espaço dentro de casa para criar suculentas, escolha pelas plantas mais verdes. Quanto mais verde, mais chances elas tem de crescere, bem em um ambiente fechado. Existem algumas mais roxinhas ou acizentadas, essas se adaptam melhor em áreas externas.

Como falei lá em cima, eu só fui me encantar por cuidar de plantas nos últimos anos. Nunca conseguia fazer minhas plantas sobreviverem depois de alguns meses. Por isso, quero encorajar todo mundo que se acha um desastre da jardinagem a comprar um vasinho de suculentas.

Foto: Helô Righetto
Foto: Helô Righetto

Seguindo essas dicas básicas tenho certeza de que você verá sua planta crescer e vai querer aumentar a coleção!

5 ideias para uma árvore de Natal alternativa

Por Helô Righetto

Esse ano aconteceu algo inédito comigo: não me animei para montar a árvore de natal tradicional. O lugar onde ela geralmente fica agora está ocupado por um móvel e eu confesso que estou com preguiça de mudar tudo de lugar para acomodar essa decoração temporária (que me perdoem os loucos por Natal!). Mas não me levem a mal: eu curto decoração natalina, e estou sim sentindo falta de uma atmosfera festiva aqui no meu lar doce lar.

Até porque tenho uma mala cheia de bolas e enfeites de árvore, e quero utilizá-las de alguma maneira. Então comecei a pesquisar por “árvores alternativas” e encontrei algumas soluções interessantes. Algumas não necessariamente resolvem o meu problema do espaço, mas são tão criativas que achei que valia a pena dividir aqui.

Vamos a elas!

1. A árvore escada: apesar de ocupar praticamente o mesmo espaço de uma árvore, é uma ideia genial para quem tem enfeites lindos que acabam “perdidos” entre os galhos. Eu pelo menos sempre fico com dó (sou dessas) dos enfeites que ficam escondidos, virados pra parede (afinal, quem tem espaço para colocar a árvore bem no meio da casa?). Utilize pedaços de fio ou barbante amarrados nos degraus e faça uma exposição das suas bolas e enfeites!

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Foto: House and Garden

2. A árvore de livros: seu problema de falta de espaço para a árvore é culpa da sua coleção de livros? Aqui uma solução que une o útil (livros) ao agradável (a árvore): faça uma pilha piramidal com os livros. Cubra de luzes, fitinhas, enfeites e pronto! De repente até dá pra pensar nessa solução como algo mais permanente, basta mudar a disposição dos livros depois. Afinal, quem precisa de estante quando temos uma pilha de livros do chão ao teto, não é mesmo?

Foto: thisoldapt.tumblr.com
Foto: thisoldapt.tumblr.com

3. A árvore de tecido: não precisa ser tão grande assim como o da foto (que por sinal e da Ikea, uma rede de lojas de móveis e acessórios presente na Europa e Estados Unidos), até porque haja parede para cobrir! E hoje em dia é super fácil encontrar lugares que fazem impressão digital sobre tecido, então você pode criar seu próprio modelo. Basta encontrar uma foto bacana, comprar tecido branco liso e pronto!

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Foto: Ikea

4. A árvore desconstruída: uma ideia linda, mas que requer um certo trabalho e inclinação para atividades manuais. Afinal, não basta apenas recolher galhos de árvores, é preciso prendê-los na parede (e tantar reproduzir o formato triangular da árvore de Natal) e dispor os enfeites com delicadeza, pra não ficarem muito pesados e consequentemente derrubarem os galhos. Ah, mas que é lindo, isso é! Vamos já pro parque buscar galhos caídos no chão!

Foto: Kit and Forage
Foto: Kit and Forage

5. A árvore no vaso: deixei a minha solução preferida para o final. Acho que é essa que vou acabar colocando em prática. Basta um vaso alto e alguns galhos (acho que aqui até vale usar galhos artificiais, hoje em dia existem produtos perfeitos que não são cafonas!). Nada de pendurar na parede, trocar móveis de lugar. E o mais legal é que o vaso pode ficar em cima da mesa de jantar, no balcão da cozinha, na mesa de centro e até na cabeceira da cama. Ainda melhor: dá pra ter vários em diferentes cantos da casa!

Foto: Currystrumpet
Foto: Currystrumpet

E vocês, fariam uma decoração alternativa? Ou a tradicional árvore não pode faltar?

7 artesãs para seguir no Instagram

Por Helô Righetto

Além de me ajudar a manter contato com amigos e ser uma grande fonte de inspiração para viagens, também uso o Instagram para descobrir o trabalho de artistas e artesãs mundo afora. Eu tenho paixão por trabalhos manuais, mas infelizmente pouco talento para isso, então me contento em acompanhar o processo de criação e o resultado do trabalho maravilhoso dessas mulheres.

Aqui estão algumas das minhas preferidas. Confesso que foi difícil escolher apenas 5! Ainda mais porque todo dia “descubro” alguém novo, e minha vontade ao conhecer o trabalho de uma artista é mostrá-lo para o mundo!

1) @sunwoven

Foto por Erin Barrett @sunwoven
Foto por Erin Barrett @sunwoven

A americana Erin Barrett mora em Charleston, na Carolina do Sul (Estados Unidos) e faz tapeçarias. Há alguns anos a ténica manual de tecer fios e lãs voltou a ser tendência, principalmente para criar peças que decoram as paredes. Erin cria tapeçarias de parede priorizando cores e texturas. No seu Instagram ela também costuma mostrar os bastidores da produção, a sua linda casa e um pouco de sua família.

2) @theobjectenthusiast

Foto publicada @theobjectenthusiast

Se você gosta de cerâmica, cuidado: esconda seu cartão de crédito antes de olhar o perfil da Emily, também americana, que produz suas lindas peças em Kansas City. Os tons claros e neutros são predominantes em suas criações, assim como as formas orgânicas ou linhas geométricas simples, quase sempre com detalhes metalizados.

3) @sarahkbenning

Foto publicada por @sarahkbenning
Foto publicada por @sarahkbenning

Todos os quadrinhos bordados por Sarah esgotam em poucas horas quando ela atualiza a coleção em sua loja online. A bordadeira americana conquistou milhares de clientes graças as lindas imagens publicadas no Instagram, que mostram detalhes de suas padronagens detalhadas e realistas.

4) @anitarockeatusmuebles

Foto de Anita Requejo
Foto de @anitarockeatusmuebles

A argentina Anita começou seu negócio de reforma de móveis há pouco mais de um ano, quando decidiu trocar de profissão definitivamente, deixando para trás o mundo das produtoras de televisão. Agora ela transforma poltronas, pufes, mesas e cabideiros usados em peças contemporâneas, únicas e “cheias de rock”.

5) @brunnamancuso

Foto de @brunnamancuso
Foto de @brunnamancuso

Dar de cara com as fotos das ilustrações da paulistana Brunna Mancuso no seu Instagram é certeza de receber uma dose de alegria. Delicadas, lúdicas e com o traço característico da ilustradora, que usa tão bem as cores e proporções, as criações identificam situações do dia a dia (como tomar um café ou se esticar na poltrona), e talvez por isso emanam uma energia tão boa!

6) @contra.ponto

Foto de @contra.ponto
Foto de @contra.ponto

Os bordados da Paula Simões contêm muita ironia, e são excelentes para dar uma pitada de humor na decoração ou para presentear amigos, já que ela aceita encomendas de designs personalizados. Ou seja, é possível mandar fazer o retrato da amiga ou dos pais, ou então pedir pra ela bordar aquele vício de linguagem que já se tornou marca registrada de alguém da família.

7) @fromthemakers

Foto de @fromthemakers
Foto de @fromthemakers

A brasileira Danielle se mudou para uma cidade no interior de Nova York e lá viu sua criatividade aflorar. Decidiu começar um negócio de festas personalizadas – ela executa tudo! Desde os convites até a decoração, bolos e docinhos. Qualquer que seja o tema, ela transforma numa festa. E tudo feito a mão!

Abaixo as regras, acima os quadros!

Por Helô Righetto

Volta e meia as revistas e sites especializados em decoração publicam matérias com regrinhas explicando como bolar sua galeria de quadros em casa. Apresentam esquemas elaborados, com sugestões de composição e todo um planejamento (como por exemplo dispor os quadros no chão antes de pendurá-los na parede) para que as pessoas evitem furar as paredes a toa. Eu, como sou totalmente a favor da decoração espontânea, criei a minha própria regra: decorar as paredes aos poucos, sem esperar ter 10 quadros emoldurados para fazer uma composição. Pra mim, a casa deve estar em constante transformação, e a possibilidade de acrescentar ou refazer uma composição de quadros não deve ser algo alarmante. Muito pelo contrário, deve ser excitante!

 

Há alguns anos uma amiga me disse que o que colocamos na parede deve despertar algo na nossa memória. Uma viagem, uma paixão, um presente, um hobby. Esse agora é meu mantra, e se você entrar na minha casa e passar o olho nos meus quadros, vai saber bastante sobre a minha vida em questão de minutos. E esse é mais um argumento para a gente não se prender tanto as regras ditadas pelas revistas de decoração: nossas memórias e afeições vão mudando, e a nossa casa deve seguir essas mudanças.

Foto: Helô Righetto
Foto: Helô Righetto

Por isso, eu não deixo de comprar uma arte que gosto (e que caiba no meu orçamento, claro) porque não tenho mais espaço na parede. Eu compro: às vezes ela fica guardada um tempo, ou às vezes eu imediatamente faço uma alteração, tirando algo pra colocar a arte nova. Acho uma delícia esse processo de caminhar pela minha casa e ver o que já não é mais tão a minha cara, que poderia dar lugar para algo novo. Às vezes nem é preciso fazer uma substituição: uma simples alteração na composição dos quadros abre espaço para o novo (aqui fica a dica: tente recolocar os quadros de forma a tapar os furos na parede!).

Foto: Helô Righetto
Foto: Helô Righetto

 

E as molduras? Pra mim a parte mais divertida! Acho a moldura tão importante quanto a arte em si, e eu particularmente adoro as que são mais rebuscadas e cheias de detalhes. Um segredo para deixar uma parede cheia de quadros com molduras diferentes mais harmoniosa é tentar alinhar os quadros de alguma maneira. Por exemplo, nem todos precisam estar alinhados entre sim, mas sim com aquele que está acima, ao lado, ou abaixo. Esse alinhamento acaba funcionando como uma ‘conexão’ entre os quadros, e suaviza a decoração como um todo.

Foto: Helô Righetto
Foto: Helô Righetto

Eu também tenho um quadro apoiado no chão, e não raro as pessoas me perguntam ‘onde é que você vai pendurar esse que está no chão?’. Acho muito engraçado, pois pra mim é óbvio que o quadro não está ali provisoriamente, mas acho que isso mostra bem como é difícil a gente tentar desobedecer o óbvio.

 

Agora é com você: pegue o martelo, os pregos, e vá feliz cobrir as suas paredes!

Moda no decor

Por Alline da Costa

foto do hotel Armani Hotel Milano do site Ibooke.com.br
foto do hotel Armani Hotel Milano do site Ibooke.com.br

Esse mês aqui no Coletivo estou falando de algumas outras coisas e não apenas de moda – o que foi uma das muitas coisas que me encantaram quando fui convidada para participar desse projeto. Vou me aventurar no mundo da decoração hoje, e como a veia de moda pulsa forte não tinha como não unir uma coisa a outra nesse post.

Vou começar dando uma dica de vídeo, e matéria, muito interessantes que eu li da Folha de São Paulo: leia aqui.

Essa é uma matéria com o Ronaldo Fraga, um estilista mineiro maravilhoso, um dos mais criativos do país. Ele conta, entre outras coisas, sobre seu projeto de abrir um hotel em Belo Horizonte, num casarão de 1920. Não vou contar muito, pois acho que vocês super devem ler a matéria.  😉

O Ronaldo (tô me achando íntima!) não será o primeiro estilista a ter um hotel – vemos muito isso na Europa. Só em Milão três grandes marcas têm seus nomes estampados nos travesseiros: a Armani (que também possui um hotel em Dubai), a Moschino e a Bulgari. E assim como suas lojas, são todos suntuosos e caros!

Fui brincar num site de reservas pensando nas minhas férias do ano que vem, e uma noite apenas para dormir (sim! Eu disse 1 noite), no hotel da Armani, custa R$1.853 – a suíte de casal mais barata! Isso porque o da Bulgari é o mais luxuoso dos três que eu mencionei acima.

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foto do hotel Armani Hotel Milano do site Ibooke.com.br

Outros estilistas também já assinaram as decorações de alguns hotéis. O St. Regis, em Nova York, tem uma suíte Dior inspirada no escritório da marca em Paris. O Karl Lagerfeld, sempre muito elogiado com suas criações para a Chanel, decorou os quartos do Schlosshotel im Hrunewald, em Berlim. Só para citar alguns.

Voltando para mundo real…

Mas, em tempos de crise, já que nem todo mundo pode ir pra um hotel de luxo, nós temos outras opções de como trazer esse universo para perto da gente. Você pode trazer um pouco de “moda” para a decor da sua casa. Por exemplo, uma das marcas mais amadas pelas cariocas, a Farm, tem uma linha para casa, que trás, toalhas, almofadas, tapetes, dentre outros objetos de uso pessoal que vão além das roupas.

Outro estilista que investiu na moda Home é o Alexandre Herchcovitch. A linha em parceria com a Tok&Stok conta com canecas, almofadas, roupas de cama e outras coisas. A Caveira, que é uma marca do estilista está presente em quase toda a linha. A caneca da foto eu tenho já faz bastante tempo, você encontra nas lojas e no site, a única coisa chata é que não vai no microondas.

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foto da caneca Tok & Stok

E aí? Gostou da dica? Ficou curiosa(o) com os hotéis? Se for se hospedar em um deles, conta para gente como foi a experiência!