Momento solo e conexão nos balcões | #mulheresnobalcao

Por Mirella Camargo

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Foto: Mirella Camargo

O tema desta semana no Coletivo Tropical fala sobre mulheres que frequentam balcões e a polêmica que ainda gira em torno do assunto.

Eu, como blogueira de gastronomia e amante de um bom drink, sou frequentadora assídua dos balcões pelo mundo afora, já elegi um lugar como meu favorito e vou explicar o porquê.

Em primeiro lugar, preciso dizer que se eu estiver com vontade de tomar um drink e não tiver companhia, irei mesmo assim. Os comentários são sempre os mesmo: “Mas você vai ao bar sozinha?”, “Qual a graça?”.

Foto: Mirella Camargo
Foto: Mirella Camargo

Fazer coisas sozinho é sempre uma boa oportunidade para passar mais tempo com você mesma e também para conhecer novas pessoas. Sozinha, você fica mais atenta ao mundo ao seu redor, tem mais oportunidades de observar as pessoas e perceber sinais que passariam batidos se estivesse em um grupo de amigos. Além disso, sentar em um balcão de bar proporciona momentos de interação com quem prepara a bebida para você.

É o momento perfeito para entender um pouco mais sobre a sua bebida favorita, ouvir histórias de balcões e ter uma experiência única.

Grandes amizades podem começar em um balcão. Eu mesma já perdi a conta de quantos amigos já conheci em um balcão de bar e que hoje fazem parte da minha vida também fora dele. Tenho amigos que se conheceram e se apaixonaram nos balcões, hoje casados e felizes. Até histórias de empresas que começaram em uma conversa de balcão e que dali evoluíram para uma empreitada de sucesso, conheço.

Balcões são lugares tão democráticos e você pode escolhê-los de acordo com o seu estado de espírito.

Pode ser que você esteja em um dia de introspecção e queira apenas ficar consigo mesmo. Aquele dia em que só quer pedir um Negroni, aquele em que vai para ouvir um jazz ou viajar nos pensamentos. Não importa qual o seu mood, sempre haverá um balcão perfeito para você.

E se você é daquelas pessoas que chega e vai direto para uma mesa, eu aconselho a começar pelo balcão. Dê uma chance a ele e as histórias incríveis que o cercam.

Em uma mesa você fica ilhado, fechado no seu mundinho, mas no balcão você fica conectado com o mundo.

Se você quer fazer novos amigos ou não, o balcão é o seu lugar.

No seu próximo balcão, não esquece de compartilhar no instagram usando a hashtag #mulheresnobalcao. Queremos ver como foi!  ❤

Seja a pessoa com quem gostaria de passar o resto da vida!

Por Mirella Camargo

Você é capaz de ser feliz sozinho? Se não é, deveria.

Foto: Mirella Camargo
Foto: Mirella Camargo

Muitas vezes a diferença entre solidão e liberdade é apenas uma questão de escolha, de atitude. Não quero aqui levantar uma bandeira e dizer que estar sozinho é a melhor coisa do mundo, mas gostaria de ver mais pessoas enxergando este momento na vida como algo bom, como uma oportunidade única de conhecer a si próprio e fazer tudo aquilo que sempre quis.

Você pode até dizer: “Mas eu estou cansado de ser sozinho”. E eu vou te responder: “Então meu amigo, você está cansado de si mesmo!”

Tome uma atitude e seja a pessoa com quem gostaria de passar a maior parte do tempo. Tenha certeza que automaticamente atrairá muitas outras pessoas que também vão querer passar algum tempo com você.

Aceite a liberdade momentânea que a vida te dá ao te transformar em uma pessoa sozinha.

Vá ao melhor restaurante, peça a melhor sobremesa e coma sozinho, sem ter que dividir com ninguém. Compre uma passagem de avião e viaje sem ter que dar satisfações a ninguém. O que você vai fazer ao acordar no dia seguinte, só diz respeito a você.

Vista-se como bem entender e sem se preocupar com o que o mundo vai pensar sobre isso. Aceite o seu corpo, não seja escravo do que os outros dizem ser o padrão de beleza mundial.

Ouça aquelas músicas que só você gosta, durma com a televisão ligada e deixe a roupa espalhada pelo chão da casa. Aproveite enquanto não tem ninguém que depende de você para comer e passe o dia só comendo pipoca e refrigerante.

Aproveite o silêncio para meditar e escutar o som da sua alma. Observe mais e valorize tudo que está ao seu redor. Liberte-se da imposição de que para ser feliz tem que ter alguém ao seu lado. Saiba que estar sozinho pode ser um dos melhores momentos da sua vida.

Olhe mais para dentro de si mesmo e menos para o vizinho. Valorize o privilégio de passar pela vida tendo conhecido a si próprio, pois infelizmente muitas pessoas não conseguem.

Seja a pessoa com quem você gostaria de passar o resto da sua vida!

Como fonte de inspiração para este início de relacionamento com você mesmo, eu vou deixar o vídeo da Tanya Davis, How to be Alone. Ele é um convite à vida e à felicidade.

Saiba mais sobre a Tanya Davis (escritora e cantora) aqui.

Transcrição do vídeo “How to be alone”, 2010
Tanya Davis com Andrea Dorfman

“If you are, at first, lonely – be patient.
If you’ve not been alone much or if, when you were, you weren’t okay with it then just wait,
you’ll find it’s fine to be alone…
once you’re embracing it.

We could start with the acceptable places: the bathroom, the coffee shop, the library.
Where you can stall and read the paper,
where you can get your caffeine fix and sit and stay there,

where you can browse the stacks and smell the books
you’re not supposed to talk much anyway,
so it’s safe there.

There’s also the gym.
If you’re shy you can hang out with yourself in the mirrors, you can put headphones in.
And there’s public transportation
– because we all gotta go places –
and there’s prayer and meditation
no one will think less if you’re hanging out with your breath
seeking peace and salvation.

Start simple,
things you may have previously avoided based on your avoid-being-alone principles.
The lunch counter, where you will be surrounded by chow-downers,
employees that only have an hour
and their spouses work across town
and so they, like you, will be alone.
Resist the urge to hang out with your cell phone.

When you are comfortable with eat-lunch-and-run, take yourself out for dinner,
a restaurant with linen and silverware.
You’re no less intriguing a person when you’re eating solo dessert
and cleaning the whipped cream from the dish with your finger;
in fact, some people at full tables will wish they were where you were.

Go to the movies
where it is dark and soothing
alone in your seat amidst a fleeting community.

And, then, take yourself out dancing,
to a club where no one knows you
stand on the outside of the floor
until the lights convince you more and more
and the music shows you.
Dance like no one’s watching
(‘cause they are probably not)
and, if they are, assume it is with best and human intentions,
the way bodies move genuinely to beats is, after all, gorgeous and affecting.
Dance until you’re sweating
and beads of perspiration remind you of life’s best things,
down your back like a brook of blessings.

Go to the woods alone and the trees and squirrels will watch for you.
Go to an unfamiliar city, roam the streets,
there are always statues to talk to

and benches made for sitting
give strangers a shared existence
if only for a minute
and these moments can be so uplifting
and the conversations that you get in
by sitting alone on benches
might have never happened
had you not been there by yourself.

Society is afraid of alone though,
like lonely hearts are wasting away in basements,
like people must have problems if, after awhile, nobody is dating them

But alone is a freedom that breathes easy and weightless
and lonely is healing if you make it.

You could stand, swathed by groups and mobs or hold hands with your partner
look both further and farther
in the endless quest for company,
but no one’s in your head
and by the time you translate your thoughts some essence of them may be lost
or perhaps it is just kept,
perhaps in the interest of loving oneself,
perhaps all of those sappy slogans
from preschool over
to high school’s groaning
were tokens for holding the lonely at bay.
‘cause if you’re happy in your head then solitude is blessed and alone is okay.

It’s okay if no one believes like you
all experiences unique, no one has the same synapses
can’t think like you
for this be relieved,
keeps it interesting, life’s magic things in reach.

And it doesn’t mean you aren’t connected, that community’s not present.
Just take the perspective you get
from being one person alone in one head
and feel the effects of it

Take silence and respect it.
If you have an art that needs a practice, stop neglecting it.
If your family doesn’t get you
or a religious sect is not meant for you
don’t obsess about it.

You could be, in an instant, surrounded, if you need it.
If your heart is bleeding make the best of it

there is heat in freezing, be a testament”

Do amor e uma receita de smoothie

Por Mirella Camargo

John Taylor, baixista do Duran Duran, minha banda favorita dos anos 80 e de toda a vida, fez uma descrição perfeita do ato de “juntar-se” com alguém, em sua biografia lançada em 2014.

Foto: Mirella Camargo
Foto: Mirella Camargo

John teve seu primeiro casamento (ou tentativa de) com Amanda de Cadenet, com quem teve uma filha linda, a Atlanta. Mas até então não sabia o verdadeiro significado de “juntar tudo”.

Em algum momento da vida, encontrou Gela, fundadora da marca bem sucedida de roupas, Juicy Couture, e apaixonou-se instantaneamente. Gela já tinha dois filhos do primeiro casamento, e ele tinha Atlanta. Perfeito, agora seriam cinco! Era só juntar tudo, num passe de mágica e viver um conto de fadas.

Ao juntar tudo, ele entendeu que o processo é como fazer um smoothie de banana. Neste momento, ele desejou que alguém desse a ele um manual, um livro de receitas que ensinasse o passo-a-passo da “arte de juntar tudo”.

Ele, assim como a maioria de nós, associava a palavra juntar a algo como fazer um smoothie. A gente joga tudo no liquidificador, aperta um botão e voilà! Está tudo junto e misturado. Num passe de mágica.

O que John percebeu, contudo, é que muitas vezes demoramos a nos adaptar. E que, para fazer o smoothie, é preciso ligar o liquidificador. Encarar as lâminas retalhadoras que existem por baixo, que estão lá, cortando tudo aos pedaços, para que somente depois ocorra a “união” de todos os ingredientes.

Cabe a nós, colocar uma pitada disso ou daquilo, identificar se o açúcar que estamos colocando está em excesso, se não estamos batendo demais. Beber um belo smoothie de banana é muito bom, mas é preciso saber fazer. É preciso ter paciência para achar a receita correta, que agrade ao paladar de todos.

Muitas vezes as “lâminas” são necessárias na vida. Os cortes abrem feridas que ao cicatrizar nos tornam mais fortes. É preciso ter coragem! Por isso, pule no liquidificador de peito aberto! Quando as lâminas te atingirem, lembre-se que no final você beberá um belo e refrescante smoothie. Saúde!

Receita de Smoothie (1 copo):

1 banana cortada em rodelas e congelada
120ml de leite gelado
1 colher (chá) de café solúvel
1 colher (sopa) de cacau em pó
1 colher (sopa) de açúcar (usei demerara)
1 colher (sopa) de coco fresco ralado (opcional)

Coloque a banana congelada com os outros ingredientes no liquidificador e bata bem. Sirva a seguir.

  • Receita adaptada do livro “Loucuras de Chocolate”de Simone Izumi – Editora Panda Books;
  • Taylor, John. No Ritmo do Prazer: amor, morte e Duran Duran. São Paulo: Benvirá, 2014.

Foto de destaque: Mirella Camargo

Passo-a-passo da conquista digital

Por Chris Menezes

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Foto: Chris Menezes

Tinder, Happn, Loovo, OkCupid e outros menos famosos são meus velhos amigos e volta e meia dão pinta no meu iPhone. Mas, gente, como é difícil encontrar um match, um crush que preste, né? Por que será que isso acontece?

Como já disse, uso esses apps faz tempo. Já fiz cadastro em vários. Aliás, eu sou da época do Par Perfeito, que é – pasmem!!!! – anterior ao Orkut. “Mas, Chris, esse tempo todo e você nunca encontrou alguém?” Claro que já, né gente?! Já tive alguns namoros sérios, que essas redes colocaram em minha vida.

Mas voltemos ao ponto… Não fiz nenhum estudo científico, no entanto nessa minha longa experiência percebi que a maior parte das pessoas está em busca de sexo e passa por 4 estágios ao criar um perfil nesses apps. Segura na minha mão e vem:

  • Encantamento – tudo é novo, as pessoas são mais bacanas do que você imaginava e a oferta tá bem adequada às suas expectativas e tome de dar curtida pra ver se aquele gato-que-é-o-meu-número curte de volta;
  • Deslumbramento – a chuva de likes, matchs, crushs e mensagens dão um boost na autoestima e levantam a moral da galera. A cada notificação na tela do celular, você fica louca pra ver quem te curtiu ou o que te escreveu. Você passa a viver da adrenalina de estar fazendo tanto sucesso. E você até se permite a ficar meio sem critério. Afinal, tá tão divertido, né?
  • Distração – não tem como escolher uma pessoa só pra dar atenção quando você tem mais 4 ou 5 pra falar. É impossível aprofundar qualquer conversa. Então, acaba dando atenção pras pessoas mais presentes e insistentes, mas essas nem sempre são as mais legais. Ainda mais quando aquele gato-que-é-o-meu-número nem sequer te deu um “oi”. Mas a vida é curta, e você não vai ficar perdendo tempo com quem não te dá bola, né? Acaba aceitando um chopp com aquele cara simpático, mas não tão pintoso, só pra ver qual é… E isso pode acontecer mais 2, 3, 4 vezes com carinhas diferentes;
  • Decepção – você saiu com alguns caras e bloqueou outros tantos. Aquela excitação lá do estágio 1 já não faz parte do seu mood. A sua busca pelo amor virou uma caixa de legos e as peças insistem em não se encaixar. Você começa a se perguntar por que não deu atenção praquele carinha, que lá no começo te deu a maior moral, mas morava a mais de 14km da sua casa. Sua frustração é tanta que começa a deletar matches e pensa em apagar o app. Aquele mala que te cobra o chopp já te encheu a paciência e sua má vontade respinga em todo mundo.

Por fim, você resolve dar um tempo nos apps e, sem coragem de apagar seu perfil, dá uma sumida…

Se você, como eu, já passou por esses 4 estágios e, mesmo assim, não desistiu de encontrar seu novo amor, minha dica é: some mesmo, se dá um tempo, reavalie e veja se aquele moço, cuja mensagem ficou perdida no teu inbox, não tem mais a ver contigo do que o carinha com foto na academia. Ou talvez você prefira o cara da academia ao que declarou gostar de livros… Enfim, reveja suas expectativas antes de tentar seguir novamente todo o roteiro acima e se frustrar.

E tenha certeza de que você pode sim conhecer gente bacana nesses apps, viu? Como tudo na vida, no mundo virtual também precisamos apenas de um ajuste de foco.

Olá! Um “chêro” tropical

Um grupo de mulheres, um punhado de personalidade, interesses múltiplos e algo em comum: o amor à tropicalidade.

Gastronomia, cultura, moda, estilo de vida são alguns dos temas que adoramos e que falaremos por aqui. Não nos limitamos a fronteiras, mas também não negamos nossa brasilidade. Queremos ver e entregar o mundo sob uma ótica única e cheia de interessância.

Escolhemos ser um coletivo porque cada uma de nós têm seus interesses, sua verve, mas mesmo assim existe um tempero que chama a gente para trocar ideias e produzirmos juntas. Com a gente não tem clima difícil e, com nosso filtro, tudo fica intenso e vibrante.

E com toda essa vibração é que te convidamos a nos acompanhar aqui no site e em nossas redes sociais.