DICAS PARA SE SENTIR MAIS FELIZ E ANIMADO (independente da sua vida estar uma merda)

Por Clarissa Godoy

  • FAÇA UMA LISTA DE SONHOS – Simmmmmm! Lista dos sonhos? YES! Bom, posso dizer que vivi uma vida sem sonhos porque tinha um medo surreal de arriscar! Então, em maio do ano passado fui em um congresso de coaching e lá fui OBRIGADA a fazer uma lista de sonhos! Sério! Tinha uma apostila na mesa, uma caneta na mão e umas 500 pessoas ao redor. A Isis (minha mentora) colocou uma música e pediu que escrevêssemos 20 sonhos. Eu quase tive taquicardia. Pensei “Não tenho nem 1, quanto mais 20!”. O fato é que todo mundo começou a fazer e eu fiquei com vergonha de não fazer. Logo, consegui escrever os vinte sonhos. Achei que tinha escrito um monte de baboseira, mas quando reli, vi que aqueles eram meus sonhos, de fato. Sonhos que eu nunca tinha tido coragem de chamar de meus. Quando voltei de Brasília, voltei com outra cabeça! Voltei animada! O fato de ter escrito aquilo me despertou para a ação. Me fez sentir o gosto da vitória. Comecei a saborear meus sonhos diariamente! Trabalhava com amor, dedicação e a perguntava que sempre rondava a minha cabeça  (o constante “Pra que você está fazendo isso?”) não me vinha mais a mente, eu sabia exatamente os meus porquês!

Então, você tem sonhos? Se permita sonhar. É maravilhoso realizar sonhos! Vamos fazer um exercício? Pegue caneta e papel! Liberte-se do medo, do ego e da sua mente sabotadora que insiste em dizer que não você não merece estes sonhos. Escreva 20 sonhos! Sonhos pequenos para daqui 1 ano, sonhos grandes para daqui 10 anos. Sonhos profissionais, sonhos financeiros, viagens, sonhos para seus filhos, sonhos para o seu casamento. Experimente sonhar em todas as áreas da vida. A sua vida vai se encher de propósito e você vai entender que cada dia é uma oportunidade de caminhar em direção aos seus sonhos!

  • IMAGINE-SE TODOS OS DIAS LÁ – Onde é lá? No seu objetivo final! Qual o seu maior sonho no momento? É passar num concurso? É emagrecer 20 kg? Quando sonhamos grande, sabemos que não será fácil chegar lá. A rotina, os erros no caminho, e, principalmente, os pensamentos sabotadores podem te desanimar e te afastar e muito do seu objetivo. Como se manter animado? Imagine-se todo os dias lá. Se você quer emagrecer, imagina como será bom emagrecer. Se visualize todos os dias entrando nas suas calças 38. Imagina você sem barriga. UAUUUUUU! Como vai ser sua auto-estima? Sentiu o gosto de estar lá? Você precisa sentir. Pense o que você vai ganhar em todas as áreas da sua vida, escreva em um papel, leia e se imagine todos os dias LÁ! Antecipe a sua felicidade e o seu cérebro começará a tomar decisões mais consistentes com seu objetivo. Agora, se você acorda todos os dias pensando “Nossa, falta muito…” “Meu Deus, é muito difícil…” “Será que eu vou conseguir?”..As chances de você desistir no meio do caminho são enormes. Sinta o gosto da vitória antes mesmo de chegar lá. Sabe quando a gente planeja uma viagem para as férias no final do ano? A felicidade não vem logo que você compra as passagens? Você nem foi, nem sabe como vai ser, mas já está saboreando a viagem. Já está antecipando a sua felicidade. Por isso, imagine-se todos os dias LÁ!

 

  •  FUJA DE PESSOAS DEPRIMIDAS E DESANIMADAS – Isso mesmo. FUJA CORRENDO! Isso contamina ambientes e suga sua energia. Pessoas assim carregam ambientes com uma energia de desânimo. Sabe aquelas pessoas que vivem suspirando cansadas da vida? Parece que um simples suspiro torna o ar mais pesado. Eu saio correndo dessas pessoas! rs… Da mesma forma, estar com pessoas felizes, animadas mudam totalmente o nosso astral. Procure essas pessoas como companhia. Uma pessoa desanimada quando num ambiente de pessoas otimistas e animadas se torna mais animada naturalmente. Se o desânimo contamina, o ânimo contagia. Cole nas pessoas que fazem você enxergar um mundo de possibilidades!

 

  • PENSE NO QUE VOCÊ PODE FAZER HOJE – Sim, as pessoas desanimam pensando que “Aii, meu Deus, vou ter que fazer atividade física pelo resto da vida!” “Ai, meu deus, preciso trabalhar e ser uma pessoa produtiva todos os dias.” Os dias tem um peso grande e, quando pensamos em coisas que teremos/devemos fazer pelo resto da vida, nos sentimos desanimados e COM PREGUIÇA. Qual o antídoto para isso? É pensar no HOJE! Viver em compartimentos hermeticamente fechados, que são os DIAS! Ao invés de pensar “Só hoje vou comer uma besteira…” (já que todos os dias eu não deveria comer), pense “Só hoje vou fazer tudo certo”. Ao invés de pensar “Só hoje vou ver um pouco de TV para depois trabalhar.”, pense “Só hoje vou ser muito produtiva e não tem nada que possa me atrapalhar.”

Faz sentido para você? Ter dias produtivos, significa ter semanas produtivas, meses produtivos, anos produtivos e aumenta muito a chance de você atingir todos os seus sonhos. Fora que dá muito orgulho ter um dia exemplar! 

  • AGRADEÇA POR ESTAR VIVO – É sério. Você podia estar morto, sabia? Exercite a gratidão pelas coisas simples. A gente reclama de ter muito trabalho, mas imagina não ter um trabalho? A gente reclama da nossa família que é complicada, mas imagina que horrível não ter nenhuma família? A gente reclama de ter nariz grande, mas imagina não ter nariz. Caraaaa, não viva na ingratidão! Por muitas vezes me pego reclamando de coisas que eu deveria agradecer! Hoje quando me pego falando “Ai, meu Deus, tenho muito trabalho!” logo corrijo “Nossa, graças a Deus tenho muito trabalho, isso é um excelente sinal”.
  • MUDE A SUA POSTURA – Sim! Antes de tudo, observe a sua postura neste momento. Você está encurvado com uma postura de perdedor ou está com os ombros abertos e peito estufado? Como é a sua expressão facial na maior parte do tempo? Passa tristeza e desânimo ou você é uma pessoa que sorri com frequência? Você sabia que o simples fato de sorrir produz serotonina, que é o neurotransmissor da felicidade? Sabia que isso acontece mesmo você não tendo motivos para sorrir? A sua química cerebral se altera. É fisicamente impossível sentir-se melancólico e deprimido enquanto estiver agindo como se fosse radiosamente feliz. Sorria!

Tem pessoas que andam nas ruas praticando a postura correta para a sepultura. Pessoas apáticas, sem brilho nos olhos, andam com ombros encurvados e tem um andar hesitante, como se estivessem esperando a morte vir chamar. Pessoas mortas, estando vivas!

Tem um trecho maravilhoso do livro do Tony Robbins que fala o seguinte: “É importante lembrar que emoções como a depressão não acometem você. Não se “pega” depressão. Você a cria, como qualquer outro resultado em sua vida, através de ações específicas mentais e físicas. Para ficar deprimido basta olhar para sua vida de maneira específica. Tem que dizer certas coisas para si mesmo, nos exatos tons de voz. Tem que adotar uma postura específica e um modo de respirar. Por exemplo, se você quiser ficar deprimido, ajudará muito deixar cair os ombros e olhar muito para baixo. Falar em um tom de voz triste e pensar nos piores momentos da sua vida ajudarão.”

E é isso mesmo! Que tipo de postura você tem adotado diante da vida?

Alterar sua postura, altera sua produção de hormônios e o seu comportamento? É sério. Fazer a posição do super-homem/mulher maravilha aumenta a sua produção de testosterona e isso aumenta a sua CONFIANÇA!

  • MUDE A FORMA QUE VOCÊ FALA – Qual o tom você usa na sua conversa interna?Da mesma forma que falamos da postura, a fala é muito importante. Qual o seu tom de voz? A sua voz carrega entusiasmo ou fracasso? Sabia que nós podemos contar a mesma história de diversas maneiras? Como você tem contado as histórias da sua vida? Eu contava vitórias na minha vida com um tom de “tanto faz” – tinha passado no vestibular (de primeira!) para todas as faculdades públicas, mesmo tendo vindo de uma cidade pequena com ensino fraco. E eu nem contava essa história e quando alguém perguntava, eu contava com aquele tom de como se aquilo não fosse importante. Hoje eu vejo o quanto isso era errado. Se eu mesma não valorizava as minhas conquistas, o que precisava acontecer na minha vida para valorizar? Quando você não comemora, não fala com entusiasmo, o seu cérebro entende que aquilo não é bom ou que não vale o esforço.

Hoje eu aprendi a falar com entusiasmo e ouvir o meu tom de voz entusiasmado com a minha vida me traz felicidade. Conte suas conquistas como se você tivesse ganhado na Mega Sena.  Fale com muito entusiasmo. Para você mesmo.

  • FAÇA O RITUAL MATINAL DA ALEGRIA – Aprendi com uma amiga que fez o método CIS, com o Paulo Vieira! E pode parecer uma loucura, mas dá certo.

– Deitada ainda na cama, espreguiçar com os braços bem esticados com um sorriso no rosto e dizer a palavra “alegria” 7 vezes.

– Depois socar o ar com os dois braços bem forte, com os punhos cerrados e gritar “yes, yes, yes” por 7 vezes.

– Levantar da cama fazer posição de mulher maravilha ou super homem e olhar no espelho se elogiando, dizendo “eu posso isso, eu sou isso e aquilo”.

– Entrar no chuveiro para tomar banho e começar a dizer 40 motivos de gratidão. Começar com “eu sou grata por ter minhas mãos para ensaboar meu corpo, eu sou grata por ter cabelos para lavar, eu sou grata por ter chuveiro elétrico, eu sou grata… e assim vai até chegar no trabalho!

Duvido que você sinta mau humor pelo resto do dia. No mínimo, você vai rir quando começar a falar de você mesmo em voz alta para o espelho. Rs…

E aí? Estas dicas te ajudaram?

Tecnologia a serviço da mobilidade

Por Mirella Camargo

 

Os aplicativos para smartphones são hoje em dia uma ferramenta indispensável para facilitar a vida de quem não tem tempo a perder.

Eles nos ajudam a organizar as finanças, cuidar da saúde, encontrar namorado e coisas que muitas vezes nem passam pela nossa cabeça. Sim, tem de tudo por aí. Mas hoje vamos falar de algo realmente útil: os aplicativos desenvolvidos para mobilidade urbana. Sou da época em que ainda andávamos com um guia de ruas impresso dentro do carro e que para viajar usávamos um mapa gigante para saber qual a direção correta.

Com a chegada dos aplicativos para celulares, hoje podemos fugir do trânsito, encontrar endereços, saber qual ônibus pegar, e tudo isso em questão de segundos. O santo Waze, figurinha carimbada em qualquer celular, nos leva a qualquer lugar e hoje já faz parte das coisas que você levaria para uma ilha deserta.

Antigamente fazíamos aquela perguntinha básica: o que uma mulher não pode deixar de ter na bolsa? Hoje a pergunta mudou para: o que uma mulher não pode deixar de ter no celular?

Depois que me mudei para o Rio de Janeiro, voltei a utilizar transporte público e confesso que sem um bom aplicativo para ajudar a saber qual ônibus pegar, a vida seria muito mais complicada. Quando marco uma viagem, trato logo de procurar os melhores aplicativos do local para não passar aperto longe de casa.

Fizemos uma seleção de aplicativos que podem facilitar muito o seu dia-a-dia:

Traffi – indispensável para quem usa transporte público no Rio de Janeiro. Conta com mapa da rede de transporte, notícias, horários dos ônibus e opções de itinerários incluindo metrô, trem, ônibus, BRT, balsas e bondes. Ele mostra o tempo do trajeto incluindo tempo de caminhada.

Cadê o ônibus – funciona para as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Teresina e Curitiba.

Paris Metro – aplicativo para a cidade com uma das maiores redes de metrô do mundo. Se for a Paris, não deixe de baixar o aplicativo.

Uber/ 99 Taxis/ Easy Taxi/ Cabify – aplicativos para quem prefere deixar o carro em casa.

Zazcar – para aluguel de carros de empresas, em locais específicos, dentro de estacionamentos.

Sem carro – ajuda a escolher o melhor modo de ir de um ponto a outro sem carro.

Bike Sampa – busca a estação de bicicleta mais próxima e mostra até quantas estão disponíveis no momento.

AroundMe – aplicativo que busca locais próximos a você como, restaurantes, supermercados, farmácias, bancos, cinemas, e ainda é integrado com aplicativos de rotas como Waze que te levam diretamente ao local desejado.

E vocês? Que outros apps usam? Compartilhem conosco aqui nos comentários.

Carta de uma mãe feminista para seu filho

Por @nataliaitabayana

Meu filho,

um dia, bem antes de você nascer, perguntei pra sua avó se ela já sabia se eu era menino ou menina enquanto ainda estava na barriga dela. Fiquei surpresa quando ela me respondeu que não quis saber, que preferiu esperar a surpresa na hora do nascimento, e eu respondi que não conseguiria esperar tanto tempo, que iria querer saber logo. Mas não foi isso que aconteceu, na verdade. Fiz exatamente como sua avó, e quando me decidi a seguir os passos dela, entendi parte dos motivos, e entendi muito sobre quem sou e a forma como ela me educou, e pretendo seguir os passos dela novamente, porque ela sempre fez questão de dizer que não tinha preferência, fosse menino ou menina, o amor seria o mesmo. E isso pra mim ficou muito claro no momento que descobri que carregava uma vida no meu ventre.

Sempre que me questionavam sobre o fato de você, ainda na minha barriga, ser menino ou menina, eu respondia que só saberia na hora do seu nascimento, e invariavelmente a conversa continuava sobre as dificuldades que eu encontraria em encontrar roupas pra você, como iria decorar seu quarto, que tipo de presente as pessoas iriam me dar durante a gravidez. Eu agradecia a preocupação, dizia que o que mais me importava, naquele momento, era que você tivesse saúde, que se desenvolvesse bem, e eu daria um jeito no resto. Seu quarto, que era todo bege, ganhou uns pontos de cor : duas almofadas, uma vermelha e outra azul (a terceira ainda está embalada, esperando que eu tricote sua capa que será amarela – espero fazê-lo antes dos seus dezoito anos). Três quadros com fotos de carrosséis. Pronto, essa foi a decoração que preparei pra sua chegada. Suas roupas também não me ofereceram dificuldade: um monte de macacão listrado, de vermelho, de azul, de preto, de verde, amarelo, macacão rosa, com estrela, com bolinha, com bicho. Nem foi tão difícil como disseram que seria.

E quando você nasceu, pelas minhas mãos e as do seu pai, te colocamos no meu colo, não nos preocupamos em olhar se você era menino ou menina: te olhei nos olhos, te dei boas vindas, e fui ver tuas mãozinhas. E a parteira, meio sem jeito de interromper esse encontro, perguntou : E então? Menino ou menina?

Saí daquele transe e descobri que trouxe ao mundo um menino. E como isso influenciaria a forma como iríamos criar você, num mundo onde existe uma preocupação em em classificar como coisa de menino e coisa de menina?

Me dei conta de que as preocupações acerca do enxoval, da decoração do seu quarto e de itens de puericultura de nada importavam. O que importava mesmo, o que realmente importa, é a maneira como vamos educar você, num mundo desigual, machista, que exclui o diferente.

Você nasceu sob um lema muito bonito: Igualdade, Fraternidade, Liberdade. Espero conseguir transmitir pra você a importância desses valores, e espero que eles sejam constante na sua vida e na sua forma de se relacionar com as pessoas. Você nasceu numa época em que o acesso à informação é algo valioso, em que dispomos de várias plataformas onde podemos expor nossas opiniões, e nem sempre essas opiniões são pautadas por princípios éticos e morais ou são orientadas no sentido de contribuir para que a vida em sociedade seja pacífica, harmoniosa e respeitosa. Por meio dessas plataformas, pessoas outrora sem voz encontraram uma forma de se comunicar, de compartilhar os abusos sofridos, de buscar formas de sensibilizar outras pessoas, de ajudar.

Eu espero, meu filho, que eu consiga passar pra você a mensagem de que meninos e meninas estão no mesmo patamar, que ambos podem brincar do que quiserem, podem sonhar em ser o que quiserem, que menino pode chorar, e que menina não é frágil. O choro, meu filho, é a nossa primeira forma de comunicação, a única da qual dispomos quando ainda bebês, e todos choramos, de tristeza, mas também de alegria. É normal chorar. Chore. E frágeis são as flores, que podem se danificar se maltratadas. Meninas são fortes, meu filho. E inteligentes, e merecem respeito. E precisamos do feminismo pra mostrar que ser menina não nos faz menos capazes ou menos inteligentes do que se fôssemos menino. Precisamos ter as mesmas oportunidades.

Hoje, com tanta informação a que temos acesso, com tantos debates, infelizmente vemos situações tristes acontecerem, disfarçadas de brincadeira. Mas quando o que é tratado como brincadeira desrespeita o outro, quando só um dos lados acha graça da piada, chamamos de desrespeito, discriminação, às vezes tem coisas que são ditas como brincadeira, mas que na verdade são crime.

Respeite, meu filho. Conheça seus limites, e os respeite. E respeite os limites dos outros. Respeito é a base de tudo. E é algo que está em falta nesses dias.

Com amor,

Sua mãe

A volta do Bordado (sim, aquele que sua avó fazia!)

Por Helô Righetto

Há alguns meses eu notei que na minha parte de sugestões de contas para seguir no Instagram começaram a aparecer fotos de trabalhos em bordado. Aquele feito com bastidor, sabe? Provavelmente alguma mulher da sua família fazia bordado quando você era pequena, já que bordar era considerado uma atividade feminina, compatível com mulheres que cuidavam da casa e da família.

Como está acontecendo um resgate de trabalhos artesanais e também da estética e estilo usado na decoração da metade do século 20 (o que não é novidade, eu sei), os bordados voltaram com tudo. Plataformas para artesãos e micro empresários, como a Etsy, ajudaram dar novo fôlego a esse tipo de trabalho, que agora tem uma pegada bastante diferente. As bordadeiras (e falo no feminino porque não encontrei nenhum homem fazendo esse tipo de trabalho) de agora estão criando peças muito mais autorais, com estampas e cores vibrantes, sem seguir modelos “pré fabricados” de revistas.

O que era antes mais um afazer doméstico, uma distração ou simplesmente um hobby tornou-se arte (claro que pode continuar sendo qualquer uma dessas coisas), e o melhor: arte que gera renda e é trabalho em tempo integral de muita mulher talentosa.

No post que escrevi em outubro de 2016, com sugestões de artesãs para seguir no Instagram, recomendei duas delas: sarahkbenning e contra.ponto. Mas desde então encontrei outras tantas, que me fizeram desejar ter uma parede só com bordados aqui em casa (apenas um desejo, por enquanto!).

Uma delas é a Brittney Muns, de Seattle. Ela começou a vender recentemente, depois de muita gente perguntar como poderia comprar as peças lindas que ela posta em sua conta pessoal. A diferença no bordado da Brittney é que ela mistura outras técnicas no bastidor, como aplicação de miçangas e tinta. As paisagens são inspiradas em fotos que ela vê no Instagram, geralmente de lagos ou montanhas. São um sonho!

@hideandstitch

Processed with VSCO with c1 preset

E pra quem ama cachorros e gatos, olhe o perfil da Emillie Ferris. Ela cria retratos realistas dos bichinhos, é impressionante!

@emillieferris

emillie2

emillie1

Eu poderia listar dezenas de artesãs por aqui, mas a minha ideia para esse post era apenas chamar atenção pra “volta” dessa arte. É um trabalho manual que requer muita concentração, firmeza e senso de proporção e estética, por isso merece ser valorizado.

Que tal investir em uma peça assim para colocar junto com os seus quadros?

6 receitas fáceis para curtir no frio

Por Chris Menezes

Friozinho chegando aqui nas terras tropicais e junto com ele a preguiça de encarar as panelas e o fogão. Para te ajudar a não se entregar somente ao macarrão instantâneo ou ao fast food, seguem 6 delícias bem rápidas e simples para fazer em casa.

Polenta com ragu de calabresa

Tem coisa mais comfort food que uma polentinha quente? E se ela vier acompanhada com de um saboroso molho de linguiça bem defumada? Hmmmm…

IMG_5526

Receita Monta Encanta

Massa de frigideira

Calma… essa receita não tem nada a ver com o tal macarrão de panela de pressão. Estamos falando de uma massa que é cozida diretamente na frigideira junto com os ingredientes do molho. E o melhor: fica pronta em 9 minutos!

18779483_BSOao

Receita da Nora Singley publicada pelo Casal Mistério

Avocado Toast

Novo xodó nos cafés da manhã, a torrada com avocado serve perfeitamente para um lanche noturno ou um almoço na correria.

FullSizeRender (7).jpg

Receita do Gimme Delicious

Chocolate quente com cardamomo

Aquece o coração, acalma a vontade por doce e ainda vem carregado de sabor. Como resistir a um chocolate quente perfumado com uma especiaria tão delicada?

bab1309ed73c9789819f3cea94324e45

Receita Food52.com no Pinterest

Creme de palmito

Não existe lista de receitas pro frio sem sopa, né? E esse creme de palmito do Moldando Afeto é hmmmmm…um beijinho quente no coração!

cremepalmito01.jpg

Escondidinho de Ovomaltine e Kit Kat

Eu, Chris Menezes, são tão louca por essa receita que ela já foi até presente de aniversário. E o melhor são apenas TRÊS ingredientes.

escondidinho-ovomaltine-kit-kat1.jpg

Obrigada, Gordelícias, pela graça alcançada!!!

E vocês? Tem alguma delícia fácil de fazer para curtir na época de frio?

Bem-vindos à Era do Compartilhamento

Por Carla Caldas

Sábado acordei cedo e caminhei até o supermercado. O pão fresquinho de lá é imbatível, sempre crocante e quentinho. Também não resisto ao cheiro de pão de queijo e do bolo de cenoura recém-saídos do forno. Peguei outros itens típicos de um café da manhã caprichado de final de semana: mamão, frios, leite e água de coco. Coloquei tudo na sacola retornável, paguei a conta e voltei para arrumar as delícias na mesa.

Meu marido já estava na cozinha adiantando a organização, pois tínhamos hóspedes, um simpático casal, que mora nos USA e veio passar uma semana no Brasil, e queríamos demonstrar com carinho nossa hospitalidade.

Até aqui tudo bem, típica cena de uma família que recebe conhecidos em casa.

A única diferença estava na forma como chegaram ao nosso apartamento: através de um site de locação de cômodos em residências. Sim, estávamos alugando nosso quarto e obtendo uma “graninha extra”, usando a expressão do próprio site.

Ou seja, estamos vivenciando a nova era da Economia Compartilhada, que prega que tudo que você detém pode ser dividido com alguém que precisa e está disposto a pagar. O princípio básico é que aquilo que precisamos não é um CD e sim a música que toca nele, é um buraco na parede e não uma furadeira, e se aplica a praticamente qualquer item.

Ou seja, uma mudança de pensamento que valoriza o benefício que o bem oferece e não necessariamente a posse dele. Uma boa reflexão!

Hoje podemos encontrar sites onde é possível vender ou alugar qualquer coisa. De furadeira a helicóptero, nada precisa ficar parado e ocioso.

economia compartilhada 2

Assim, se temos um quarto vazio em nossa casa podemos simplesmente anunciar e disponibilizar. É o conceito de pensão ganhando nova roupagem com a ajuda da tecnologia, pois agora temos a possibilidade de oferecer o espaço para pessoas que estão em qualquer lugar do planeta.

Ficar em residências de famílias, passa a ser uma alternativa para nossas viagens. Pode ser mais econômico e também uma forma autêntica de vivenciar os costumes de uma cidade, estar próximo de moradores e conhecer ambientes mais acolhedores que hotéis.

Nosso primeiro contato com esse tipo de hospedagem foi em 2015 em Londres, através do mesmo site, em um apartamento onde morava um casal, ele engenheiro e ela dentista. Uma área tipicamente residencial, um pouco afastada da região mais turística, porém com fácil acesso ao transporte público: metrô, estações de bicicletas e ônibus.

O contato com o dono da casa começou bem antes da nossa chegada, pois trocamos mensagens com dicas sobre como sair do aeroporto, sugestões de passeios e até a escolha de um lanche que nos aguardou na geladeira.

Durante nossa estadia compartilhamos alguns  momentos com os proprietários, mas o mais legal foi vivenciar essa sensação de morador, caminhar pelas ruas residenciais, fazer compras no mercadinho da esquina. Na casa tínhamos acesso a um terraço pequeno para finalizar o dia sentido o clima de Londres e tomando um vinho.

Gostamos da experiência e na volta ao Brasil decidimos oferecer um quarto para aluguel.

Demoramos a iniciar, pois, marinheiros de primeira, na utilização do site, criamos o anúncio e não ativamos sua visualização. Ajustes feitos, começamos a receber nossos primeiros contatos para perguntas de esclarecimento. Depois, o pedido de reserva é efetuado e você, como anfitrião, aprova ou não a solicitação.

Aprovar? Baseado em que? Aqui entra mais uma novidade da Era do Compartilhamento: as avaliações.

Diferente de tempos passados, onde apenas quem prestava um serviço era analisado, aqui o contratante também tem sua qualificação exposta na rede. Portanto, é muito fácil conhecer o perfil e saber se ele foi uma pessoa legal, educada e organizada nas passagens anteriores.

Receber o primeiro pedido de reserva também é desafiador, afinal seu futuro hóspede ainda não terá uma depoimento disponível, no site, para leitura.

Ou seja, nunca nossa reputação e comportamento foram tão importantes, pois agora são divulgados nos sites.

Rompida essa barreira, recebemos nossos primeiros visitantes, duas amigas do interior de Minas Gerais que vieram a São Paulo por duas noites em busca do visto americano. E lá estávamos nós, nervosos para receber e agradar duas pessoas que sequer conhecíamos. Quem poderia imaginar? Quarto limpo e organizado, chocolates de boas vindas, duas páginas de dicas da região e orientações gerais sobre a casa escritas e impressas. As hóspedes eram alegres e comunicativas, a experiência foi ótima e ao final recebemos nossa primeira avaliação no site.

Os relatos positivos deixados por elas abriram caminho para próximos visitantes de diferentes origens e com os quais compartilhamos histórias em bate papos divertidos.

Muitos amigos questionam sobre como é receber desconhecidos em nossa própria casa, o quanto isso afeta a rotina ou se não temos receio e tememos pela segurança.

Confesso que no começo a ideia parecia estranha e inusitada, mas decidimos arriscar de coração aberto. O processo do site ajuda bastante a reduzir a sensação de insegurança e aos poucos fomos entendendo melhor o funcionamento e nos sentindo bem seguros. Hoje tudo passou a ser comum e abrimos nossa casa sem receio, porém com cautela na aceitação dos pedidos. E mais importante que a renda extra são as histórias e os momentos que vivenciamos com todos que passam aqui.

Com nosso último hóspede aprendemos um pouco sobre plantas medicinais e como ele administra um canal on line sobre o tema.

Ao sair deixou um bilhetinho carinhoso, que está indo para o nosso mural simbolizando as lembranças positivas de pessoas reais que passam em nossas vidas, mesmo que trazidas por formas impessoais como a internet:

“ Foi uma ótima experiência.

Obrigada pelo carinho e atenção com o qual me acolheram.

Sou muito grato por tê-los conhecido.

Grande Abraço.” –  Hóspede

Um lugar à janela de Lisboa

Um conto por Lu Moreda

Eu estava de férias com outros colegas de minha idade, alguns com mais acessórios para a locomoção do que eu. Havíamos chegado a Lisboa há dois dias e hoje, embarcávamos todos para uma excursão ao Santuário de Fátima. A ansiedade das mulheres era tanta que a fila para a entrada no ônibus iniciou 20 minutos antes do horário combinado.

Enquanto parte do grupo fumava, após o café da manhã, eu aproveitei para entrar na fila e conseguir um lugar a janela.

Verdade seja dita, conseguir sentar à janela é uma das poucas vantagens de ser ex-fumante em excursão. Eu não me lembrava há quanto tempo eu havia parado de fumar . Nunca gostei de contar esse tempo, por ser um tempo de privação ao meu prazer.

Por favor, não me julgue. Sou de uma outra época… daquela que Coca-Cola cura dor de barriga e Marlboro desperta poder e sedução. Como eu seduzi… Agora, o que me resta é aproveitar a minha pensão viajando com pessoas que não conheço e recontar a minha história da forma que eu bem quiser.

Pronto! Entrei. Que lado que eu escolho? Direita, esquerda, direita, esquerda… Bem, vou de esquerda porque eu sempre me identifiquei mais nessa corrente. Assento escolhido e na janela. Espero que este lado tenha a melhor vista durante a viagem. Quero ver muitos campos de oliveira. Lembro de tê-las visto 20 anos atrás… Mas acho que ainda consigo reconhecê-las.

Outro dia contei a um amigo sobre a viagem que fiz a Amsterdão e minha frustração de sentar do lado errado no barquinho, aquele que faz uma voltinha na cidade pelos canais. Sabe o que é TUDO acontecer do lado oposto ao que eu estava sentada? Pois. Todos os monumentos, ruas importantes, projetos arquitetônicos inovadores eram do lado esquerdo. E eu estava onde? No direito! Não consegui tirar uma foto sem um bando de cabeças na frente.

Eu sinto que dessa vez eu escolhi bem. Aqui terei a vista privilegiada e verei os lindos campos de oliveira na estrada.

Ah, que meninas bonitinhas! Parecem grandes amigas. Estão se despedindo.  Nossa, que cabelo lindo! Acho tão elegante mulher de cabelo curto, sempre achei. E o cabelo dela é volumoso, em diferentes tons de loiro, lhe cai tão bem… Tenho certeza, se Nádia fosse viva, também elogiaria. Capaz até dela cortar igual.

Nádia sempre me surpreendeu.

Já na infância trocou as madeixas longas por sua nuca  à mostra. Dispensou todas as saias pela praticidade das calças curtas.

Ela gostava de inventar moda e, para isso, usava as roupas de toda a família. Ninguém passava incólume. Seus pais e irmãos sofriam com aquele excesso de criatividade. Todavia, por mais íntimas que fôssemos, ela nunca teve coragem de pedir a mim ou à mamãe qualquer peça de nosso armário.

Nádia era impossível.

Volta e meia, Nádia aparecia em nossa casa chorando. Mamãe para acalmar seus soluços oriundos das palmadas que havia levado do pai, por ter “destruído mais uma peça dos armários de sua família, fazia bolinhos de chuva para ela.

Não pense que ela parava. Nádia era mais determinada que a teimosia. Sua audácia, bom gosto e liberdade faziam dela uma mulher de cabelos curtos linda.

Um dia, se não me falha a memória, no ano que Nádia completou 17 anos, ela apareceu no portão de casa chorando. Na mesma hora, gritei pela mamãe. Era hora de fazer os bolinhos de chuva. Possivelmente, ela havia confeccionado algum modelito com a roupa alheia.

Ainda no jardim, percebi que nunca havia visto aquela expressão em seu rosto. Diminuí o passo ao seu encontro e tentei buscar algum detalhe diferente antes de chegar ao portão.

Ela vestia sua camiseta listrada preferida, a calça de alfaiataria, customizada com as barras dobradas, do irmão caçula, o seu colar com a aliança da avó pendente e um relógio largo em seu pulso esquerdo.

Lembro de não precisar perguntar o que o relógio do pai fazia em seu pulso. Eu abri o portão e seu abraço angustiado respondeu.

O pai de Nádia falecera naquele fim de tarde.

Minha mãe completamente comovida, após saber que o contabilista do bairro faleceu de um mal súbito no coração, pegou Nádia pelas mãos e a levou para seu quarto. Ela pediu que nós sentássemos em sua cama.

Mamãe sem emitir uma palavra, conseguiu ser mais doce que seus bolinhos de chuva. Ela levantou o rosto cabisbaixo de Nádia e abriu as portas de seu guarda roupa. Com a delicadeza de sempre, mamãe ficou na ponta dos pés, esticou os braços,  pegou a caixa vermelha quadrada que estava na parte superior de seu armário e colocou sobre a cama. Ela tirou a tampa, o papel de seda e levantou o vestido acinturado, azul real de tafetá, que usou na missa dos meus 15 anos.

“Nádia, faça algo deslumbrante para você” – mamãe falou.

E, é claro que ela fez. Passado um tempo futuro, ela o fez e refez. Até o dia que ela nunca mais o desfez.

Talvez o único traço que ela jamais quis mudar ao longo dos seus 62 anos, foi o seu cabelo curto e aquele tempo, há anos congelado, do relógio herdado de seu pai.

Que bom que eu sentei na janela a tempo para continuar com ela viva em meu coração.

continua…