Um Dia Sem Mulheres: formas de aderir e outras questões

Por Rapha Perlingeiro e Helô Righetto

É hoje, gente!

Dia 08 de março sempre foi uma data de irritação para mim (Rapha). Essa história de ganhar flor na rua sempre me soou mais como um tapa do que como um presente.

Para Helô nem tanto. Já se irritou com os “parabéns e flores”, mas a importância do dia sempre falou mais alto. Mesmo assim, ela se lembra de estar em um shopping em São Paulo e oferecerem estacionamento gratuito para as mulheres. Sabe como é, aquele tipo de “agrado” que distorce a importância desse dia e torna a luta pela equidade algo fútil e comercial.

Eu não quero flor, quero respeito!

Mas esse ano o dia 08 está deixando a gente inspirada. Acho que isso está acontecendo com muitas mulheres – vocês estão sentido?

O crescimento do movimento feminista, principalmente pelos canais digitais, é um dos grandes responsáveis por esse sentimento. Mesmo quem nunca se auto denominou ativista agora sabe que pode usar suas redes como megafones.

E o que está acontecendo de diferente?

Nesse dia 08 de março de 2017 mulheres do mundo estarão se reunindo em uma mobilização internacional para denunciar e protestar contra todas as formas de violência praticadas contra as mulheres.

Veja o Manifesto aqui para construir a sua própria opinião.

O objetivo é ser uma continuação da marcha do dia 21 de janeiro. Aquela que começou em Washigton e acabou tendo capilaridade em várias partes do mundo também com a intenção de marcar a luta pelos direitos das mulheres.

Vocês se lembram da Marcha? Descubra mais sobre ela aqui.

Alguns mitos

A marcha quer acabar com o dia das mulheres!

A greve internacional das mulheres tem como intuito mostrar ao mundo que a desigualdade e a opressão atrasam o desenvolvimento da sociedade. O Dia Internacional da Mulher foi escolhido para dar ênfase a esse objetivo. Desconto em flores? Estacionamento gratuito? Que tal salários iguais, respeito aos nossos direitos reprodutivos, escolhas e fim da violência?

A Marcha quer resignificar o dia das mulheres.

O Dia Internacional da Mulher continua como a data em que celebramos as conquistas do nosso sexo e chamamos atenção para o tanto que ainda falta conquistar. A greve é a epítome desse sentimento.

Foto: GM8

Como eu posso aderir?

Nem todas as mulheres poderão parar de trabalhar para participar da marcha, por isso a gente fez questão de deixar marcado aqui outras formas como todas nós podemos contribuir. Vejamos:

1) Vestir vermelho – coloque sua roupa vermelha e circule pelas ruas mostrando que está fazendo parte da mobilização.

2) Não consumir – este ato que está atrelado ao fato de que o consumo realmente tem um impacto na nossa sociedade, ou seja, é uma maneira silenciosa e poderosa de mostrar a nossa presença.

3) Twitaço – é a oportunidade de fazer o famoso “ativismo de sofá” de maneira coletiva e causando impacto. Imagina, milhares de mulheres escrevendo sobre a sua solidariedade a mobilização.

Foto: Parada Brasileira de Mulheres (8M)

4) Apoie alguma projeto dedicado a mulheres – definitivamente isso terá um impacto (em qualquer dia, mas hoje será mais simbólico).

Fontes “interessantíssimas” para continuar pensando 

Sites

Conexão Feminista – é um canal do youtube que desdobrou nas outras mídias sociais. Iniciativa da Helô Righetto com a Renata Senlle. O objetivo delas é oferecer “Bate papos para desconstruir, sem romper”. Amamos esse lema! O facebook delas é incrível para se manter atualizada sobre o assunto “feminismo”.

Think Olga – é uma ONG que busca dar poder ao feminino através da divulgação de conteúdos que reflitam a complexidade das mulheres e “as trate com a seriedade que pessoas capazes de definir os rumos do mundo merecem” (maravilhoso, certo!).

Livros

Sejamos todas Feministas – Chimamanda: o manifesto de Chimamanda é quase um “guia do feminismo” para quem quer começar a aprender sobre o assunto e não sabe por onde começar.

Everyday Sexism – Laura Bates: fundadora da campanha Everyday Sexism, escreveu esse livro para mostrar o quanto o machismo está enraizado no nosso cotidiano.

Sobrevivi, posso contar – Maria da Penha: para conhecer a história da mulher que se tornou ícone na luta contra a impunidade com relação à violência doméstica.

Vagenda – Holly Baxter e Rhiannon Lucy Cosslett: baseado no blog de mesmo nome, mas que infelizmente não é mais atualizado, o livro investiga o machismo deliberado nas mídias, principalmente revistas

War on Women – Sue Lloyd Roberts: acha que as mulheres reclamam demais? Que já conquistaram tudo e feminismo é irrelevante? Leia esse livro para ter uma noção dos horrores sofridos por mulheres no mundo inteiro apenas por serem… mulheres

Men Explain Things To Me – Rebecca Solnit: conheça a origem da expressão “mansplaining”. Um dos melhores termos do universo. Explica muito. Quem nunca teve que lidar com um “mansplaining” (preguiça). 😉

Feminist Fight Club – Jessica Bennett: para saber reconhecer e enfrentar situações machistas no ambiente de trabalho.

Um teto sobre todos – Virginia Woolf: um ensaio de 1929 da autora a partir de palestras dadas em universidades sobre a condição da mulher como autora. É um texto clássico! Ela cria uma personagem, Judith Shakespeare, que seria irmã do poeta para pensar, se ela tivesse a mesma capacidade literária que ele, se atingiria o mesmo sucesso. Sensacional!

História das Mulheres no Brasil – Mary del Priore: é muito importante que a gente descubra a trajetória das mulheres no nosso país. A Historiadora Mary del Priore faz isso maravilhosamente.

I Call Myself Feminist – Victoria Pepe: olha o texto da Helô sobre o livro. Ela explica bem. 😉

Documentários

A gente espera muito que vocês tenham gostado desse texto e que ele te ajude a pensar sobre o assunto. A ler, a estudar, em especial, a formar a sua própria opinião e a expô-la sem medo, seja ela qual for.  

É isso meninas, a gente aqui vai seguir coletivizando!

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Um comentário em “Um Dia Sem Mulheres: formas de aderir e outras questões

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