Mulheres que inspiram: Vivienne Westwood e seu olhar sobre arte

Por Raphaella Perlingeiro

“Vocês exteriorizam o que interiorizam. Na busca pela arte, irão descobrir a genialidade da raça humana e começarão a entender o mundo em que vivem. Isso lhe dará propósito na vida.” (Vivienne Westwood no tema ‘arte’)

Em 2011, eu assisti um documentário que me fez refletir sobre nossa relação com arte. Ele se chama “A Londres de Vivienne Westwood” (está ainda disponível na GNT Now).

O que mais me impressionou foi o olhar da estilista britânica e o valor que ela deu a nossa experiência pessoal com a arte.

Rolou uma identificação forte ali! Explico.

Vivienne Westwood é a estilista que ficou conhecida como a rainha do punk. Em Londres, é considerada como verdadeiro patrimônio da cidade. Uma mulher única, com seus cabelos de fogo e pele pálida. Ela tem uma aguda consciência política, é engajada e autora em todas suas posições e atos (valorizamos).

Loja da estilista no Chelsea de Londres (a partir de Danielfootwear.com)
Loja da estilista no Chelsea de Londres
(a partir de Danielfootwear.com)

É justamente essa mulher incrível que irá nos conduzir pelas ruas de Londres. Mas ela avisa: será uma anfitriã diferente. O objetivo dela é “encorajar as pessoas a se tornarem amantes da arte” (pronto, apaixonei!). Ela diz:

Para ela, a arte é ferramenta poderosa para nos ajudar a entender o nosso mundo, pois nos humaniza.

Diferentes tipos de arte

Westwood estabelece uma diferença entre a cultura popular, adquirida passivamente em revistas e jornais, no cotidiano e uma cultura diferente (chame de erudita ou do que quiser), que exige uma atitude ativa. É aquela que demanda o famoso ócio, que pede que a gente pare, observe, pense e construa sentido para o que enxergamos, para a vida.

Foi o momento mais genial do programa, e é o que dá sentido a lista maravilhosa de lugares que ela escolhe para visitar.

Londres entra em cena

É assim que Londres aparece no documentário. Para Westwood o diferencial da sua cidade é a arte. É o seu patrimônio artístico que a torna uma das grandes capitais culturais do mundo.

Não é genial? Agora você pergunta: como ela faz isso?

Bom, simplesmente sendo ela. Essa valorização da arte e de uma cultura mais profunda está no cerne das suas reflexões, dos seus gostos. Então, nada mais natural que assunto apareça no documentário com leveza e verdade.

Sem grandes pretensões, ela pega sua bicicleta, como todos os dias, e nos leva para conhecer a sua cidade. Nós vamos a galerias surpreendentes; ao Barbican: orquestra sinfônica; ao The Globe: teatro de shakespeariano; mercados, bairros típicos. Uma seleção sofisticada, apresentada com profundidade e descontração.

A mensagem principal

Na minha opinião, a ideia que conduz o documentário de Westwood é estimular a exposição a cultura, a arte, em especial a erudita (tão maltrada nos nossos dias). “A arte nos humaniza”. Nós precisamos dela, diariamente, para dar profundidade e refinamento a nossa existência tão efêmera.

Para ter acesso ao documentário pelo youtube, clique aqui (dublado em espanhol).

Quem assistir depois conta o que achou!
Abraços ❤

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