Trabalho voluntário: dicas para uma primeira experiência

Por Carlas Caldas

Fonte: Pixabay
Fonte: Pixabay

Da velha benemerência às novas intervenções solidárias, o voluntário busca sua identidade. Quem pensa em aderir deve antes definir como e o porquê.  

Fonte: Folha de São Paulo – matéria de capa do Caderno Sinapse em 21 de dezembro de 2004.

O trabalho voluntário entrou na minha vida em 2002, quando comecei a dar aulas de inglês para crianças na ONG Gotas de Flor com Amor. Naquela ocasião, era executiva de uma multinacional e busquei no voluntariado outras experiências.

Foi também através do Gotas de Flor que recebi o convite para ser uma das personagens entrevistadas no jornal Folha de São Paulo, em 2004. Hoje reli a matéria nas folhas amareladas pelo tempo, porém guardadas como muito carinho.

Foto: Caderno Sinapse
Foto: Caderno Sinapse

Achei o texto tão atual que resolvi citar.

A empresa empurrou a engenheira Carla Caldas, para o voluntariado, mas de um jeito indireto. Dois anos atrás, era gerente de uma multinacional: ‘Minha função me obrigava a demitir muita gente. Chateada fui procurar uma coisa gratificante para fazer.’ Primeiro bateu na porta de duas escolas, pegou os endereços de uma campanha de TV. ‘Não fui bem recebida, não souberam me aproveitar’. Achou sua praia na ONG Gotas de Flor, que atende populações de favela. ‘Dou aulas de inglês toda semana, coisa que nunca tinha imaginado. Com essa chance de estar próxima de uma realidade diferente da minha, meus problemas ficaram menores.’

Fonte: Folha de São Paulo – matéria de capa do Caderno Sinapse em 21 de dezembro de 2004

De lá pra cá muita coisa mudou, o trabalho voluntário tomou diversos formatos, mas segue presente na minha vida até hoje.

Eu busquei o voluntariado com objetivo de ajudar o próximo, mas logo percebi que a relação é de troca, e que, muitas vezes, ganhamos muito mais do que oferecemos. Essa é a descoberta que carrego ao longo desses anos e que me faz continuar desejando voluntariar e recomendar a experiência.

Onde encontrar uma instituição confiável? Qual trabalho posso realizar?

Esses questionamentos ainda são atuais. Percebo que hoje os interessados encontram a mesma dificuldade que tive no início. A grande diferença é que atualmente temos a internet facilitando o acesso às informações.

Foto: Atados
Foto: Atados

Pensando em ajudar aqueles querem saber mais sobre o tema, conversei com o Bernardo Carvalho, responsável pelo Relacionamento com ONG’s no site Atados, uma plataforma social que conecta pessoas e organizações.

O Atados possui uma base com mais de 50 mil voluntários, a maioria de São Paulo, onde a plataforma atua fortemente. Apesar de não terem um número definitivo, acompanhando as inscrições, eles sentem que as mulheres são mais engajadas.

E o que fazer para começar?

“Nossa recomendação para quem nunca teve essa experiência é fazer algo em sua área de especialização e interesse por estar mais familiarizado. Começar com trabalhos mais pontuais, como ajudar em eventos, festas beneficentes, campanhas, por ser uma forma de conhecer uma organização ou movimento mais de perto, antes de fazer algo que exija mais comprometimento. Nossas vagas pontuais são as que têm os maiores números de inscrições.” Bernardo Carvalho – Atados.

Além do Atados, podemos encontrar vários projetos on-line que divulgam instituições. Como sugestão, farei uma ligação com o tema viagem que é a minha área.

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Já pensou em viajar para fazer trabalho voluntário?

Fazer trabalho voluntariado viajando pode ser uma experiência diferente e igualmente gratificante. No Visit Org (site em inglês) e no Volunteer Vacations (site em português) você pode conhecer experiências disponíveis em todo mundo e contratar os serviços de planejamento de viagem (Ex: contato com a ONG).

Ficou animado e quer fazer a diferença?

Saiba que você não está sozinho. Prova disso é o resultado da edição 2016 do Índice Mundial da Solidariedade (World Giving Index – WGI), estudo realizado anualmente pela Charities Aid Foundation (CAF), onde Brasil subiu 37 posições no ranking, passando de 105º país mais solidário para a 68ª posição, dentre 140 países pesquisados.

Neste ano, na pesquisa, o Brasil teve grande aumento no número de pessoas doando para organizações da sociedade civil, fazendo trabalho voluntário ou ajudando um estranho – os três aspectos medidos que compõem o WGI.

Para saber mais: um estudo completo está disponível para ser baixado em inglês pela Charities Aid Foundation.

E aí? Ficou animada? Vamos voluntariar?

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