Franja: uma relação de amor e ódio

Por Alline da Costa

Uma coisa que não me assusta muito é mudar o corte de cabelo. Ao longo dos meus 32 anos já tive muitos cortes diferentes, uns que gostei muito, os que não gostei tanto, os que me deram muito trabalho para cuidar e outros que eram só lavar o cabelo e pronto. Também já fui ruiva, louraça belzebu e morena.

Mas nada eu amei e odiei, na mesma proporção, do que ter cortado a franja.

Usei franja quando criança, durante a adolescência – de novo porque tinha complexo com a minha testa grande (na vida adulta, graças a Deus, isso passou) – e mais uma vez, agora, depois dos 30.

franja_cabelo_coletivo_tropical
Foto: Slogan1969

Esses dias eu escutei que a moda do verão 2016/17 é a franja. E pensei comigo: “A pessoa que colocou franja como moda no verão não deve ter uma.” Essa é a pior época para decidir por esse corte. Acreditem, faz muito calor ali em baixo! Você vai suar e sua franja vai ficar nojentinha e sem forma.

Vai por mim, espera chegar maio/junho.

Decidi cortar a minha, há mais ou menos um ano atrás, em março. Fazia um calor insuportável aqui no Rio e, por mais que o rabo de cavalo tenha ficado mais fofo, minha franjinha testou muito a minha paciência.

Você vai precisar lavar/molhar e secar a franja quando for sair para o trabalho por exemplo – mesmo que não lave o cabelo todos os dias.

Agora imagina, um calor de 40 graus e você com o secador de cabelos ligado (no quente porque no frio não vai modelar) em cima do seu rosto!?

Meu cabelo é liso e mesmo assim minha franjinha acorda meio “Quem vai ficar com Mary”. E se você tem o cabelo ondulado, cacheado ou crespo vai precisar fazer uma escovinha na franja.

Cameron Diaz em Quem vai ficar com Mary
Foto © 1998 Twentieth Century Fox
Outro detalhe, a franja tem “vida própria” e é temperamental!

Vai ter dias que ela não vai querer fazer o que você quer. Para esses dias, eu conto com aliados muito poderosos (risos): os grampos de cabelo. Faço uma voltinha na franja e prendo na lateral da cabeça. Pode ser qualquer grampo; comum, decorado. Tenha sempre um por perto. 😉

E como a gente aprende errando, procure um profissional, ele sabe o que está fazendo e tem os instrumentos necessários e adequados para o serviço. Eu procurei pelo meu amigo e cabelereiro, e ele fez um corte lindo, amei. Mas aí resolvi cortar de novo. Ele estava sem horário, peguei minha tesoura e cortei eu mesma. Cortei mais cabelo do que deveria, e a franja também acabou ficando torta.

Mas, mesmo depois disso tudo, eu adoro a minha franja, sempre a deixo crescer durante o verão para cortar novamente quando a temperatura estiver mais amena. Fica muito mais fácil mudar o visual com a franja, pois você pode prendê-la ou colocar para o lado; com um rabo de cavalo ou coque, ela também fica mais fofa.

Enfim, vai dar um certo trabalhinho, você vai se irritar de vez em quando, mas depois vocês se entendem e vivem felizes para sempre.

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4 comentários em “Franja: uma relação de amor e ódio

    1. Oi Angela, entendo o seu ponto, mas acho que vai muito mais de como a gente se sente e lida com nosso reflexo no espelho do que com o que as outras pessoas vão pensar ao nosso respeito. Antes de eu cortar a franja, logo depois dos 30, uma pessoa disse que eu ia ficar horrível, eu cortei, amei, e só recebi elogios, inclusive acho que a pessoa em questão estava com uma invejinha. A Anna Wintour que é editora da Vogue americana, tem 67 anos e uma franja icônica. Outro exemplo de cabelo que todo mundo fala que depois dos 50 não pode ter, é cabelo longo, a Monica Bellucci, uma atriz talentosa e linda, de 52 anos tem cabelos longos invejáveis. Uma coisa que eu falo no texto é que cabelo cresce, e quando a gente realmente entende isso é libertador. Tá com vontade, vai e faz, se não gostar, vai crescer. E como está na moda ter franja agora nesse calorsão quis compartilhar minha experiência, por isso fiz esse texto. Outra coisa eu adoro os anos 60/70, amo look com inspiração hippie e a franja cai como uma luva nesses dias que estou mais riponga. Adorei saber sua opinião!!! Muito Obrigada!!! Beijos! 😉

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    1. Oi Cátia, “Louraça Belzebu” é uma referência a música “Kátia Flávia”muito conhecida aqui no Rio na voz da Fernanda Abreu. Uma brincadeira para dizer que eu já tive vários tons de loiro, dos mais naturais até um quase platinado.

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