Abaixo as regras, acima os quadros!

Por Helô Righetto

Volta e meia as revistas e sites especializados em decoração publicam matérias com regrinhas explicando como bolar sua galeria de quadros em casa. Apresentam esquemas elaborados, com sugestões de composição e todo um planejamento (como por exemplo dispor os quadros no chão antes de pendurá-los na parede) para que as pessoas evitem furar as paredes a toa. Eu, como sou totalmente a favor da decoração espontânea, criei a minha própria regra: decorar as paredes aos poucos, sem esperar ter 10 quadros emoldurados para fazer uma composição. Pra mim, a casa deve estar em constante transformação, e a possibilidade de acrescentar ou refazer uma composição de quadros não deve ser algo alarmante. Muito pelo contrário, deve ser excitante!

 

Há alguns anos uma amiga me disse que o que colocamos na parede deve despertar algo na nossa memória. Uma viagem, uma paixão, um presente, um hobby. Esse agora é meu mantra, e se você entrar na minha casa e passar o olho nos meus quadros, vai saber bastante sobre a minha vida em questão de minutos. E esse é mais um argumento para a gente não se prender tanto as regras ditadas pelas revistas de decoração: nossas memórias e afeições vão mudando, e a nossa casa deve seguir essas mudanças.

Foto: Helô Righetto
Foto: Helô Righetto

Por isso, eu não deixo de comprar uma arte que gosto (e que caiba no meu orçamento, claro) porque não tenho mais espaço na parede. Eu compro: às vezes ela fica guardada um tempo, ou às vezes eu imediatamente faço uma alteração, tirando algo pra colocar a arte nova. Acho uma delícia esse processo de caminhar pela minha casa e ver o que já não é mais tão a minha cara, que poderia dar lugar para algo novo. Às vezes nem é preciso fazer uma substituição: uma simples alteração na composição dos quadros abre espaço para o novo (aqui fica a dica: tente recolocar os quadros de forma a tapar os furos na parede!).

Foto: Helô Righetto
Foto: Helô Righetto

 

E as molduras? Pra mim a parte mais divertida! Acho a moldura tão importante quanto a arte em si, e eu particularmente adoro as que são mais rebuscadas e cheias de detalhes. Um segredo para deixar uma parede cheia de quadros com molduras diferentes mais harmoniosa é tentar alinhar os quadros de alguma maneira. Por exemplo, nem todos precisam estar alinhados entre sim, mas sim com aquele que está acima, ao lado, ou abaixo. Esse alinhamento acaba funcionando como uma ‘conexão’ entre os quadros, e suaviza a decoração como um todo.

Foto: Helô Righetto
Foto: Helô Righetto

Eu também tenho um quadro apoiado no chão, e não raro as pessoas me perguntam ‘onde é que você vai pendurar esse que está no chão?’. Acho muito engraçado, pois pra mim é óbvio que o quadro não está ali provisoriamente, mas acho que isso mostra bem como é difícil a gente tentar desobedecer o óbvio.

 

Agora é com você: pegue o martelo, os pregos, e vá feliz cobrir as suas paredes!

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Um comentário em “Abaixo as regras, acima os quadros!

  1. Adorei o post. Eu amo quadros e também acho que tem que ser algo que tem a ver com a gente – não necessariamente com a decoração. Tenho uns quadros apoiados no encosto do meu sofa – que é largo e acomoda sem prejudicar na hora que a gente senta, e sempre escuto se estou planejando pendurá-los. HaHaHa

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