Viagem só com os amigos? E os filhos?

Por Raphaella Perlingeiro

Se pudesse dar um grande conselho sobre viagens diria: nunca deixe de viajar com seus grandes amigos. Faça isso ao menos uma vez, pois este é um dos melhores um investimento que fará na sua vida.

Será uma oportunidade para sair da rotina e estreitar os “laços de afeto” com pessoas que escolheu para te acompanhar e para compartilhar a sua vida. A viagem desafia e reafirma amizades. A gente chora, ri, confessa e faz do outro um estranho espelho para pensarmos sobre nós mesmos. É uma maravilha!

Por isso insisto, viajar com amigos é diferente de viajar com família ou com marido/esposa. Todos esses companheiros de viagem são ótimos, mas existe (ouso dizer) algo de fundamental para nossa identidade mais profunda que só uma viagem com amigos é capaz de oferecer.

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Foto: Raphaella Perlingeiro

No meu caso, posso dizer que, em particular, esse tipo de viagem faz parte de minha sanidade mental. Já como parte de um grupo, “o quarteto” – pode acreditar nós temos até um codenome -, essas viagens servem quase como “bodas de amizade”. Como disse antes, é um momento para reavivar os laços de afeto. A regra é única: apenas nós quatro.

Agora, o que fazer quando este hábito está solidificado em nossa rotina e os filhos chegam?

Nos primeiros anos de vida, filhos demandam uma atenção especial e, aos poucos, a família se torna uma prioridade cada vez maior.

Com o tempo, no entanto, o inevitável acontece. É chegada a hora daquela saudade do quarteto viajando. Bate uma vontade de reviver aqueles parcos momentos de exceção em que é permito ser você sem filhos, sem trabalho, sem família e, principalmente, sem culpa.

No entanto, logo ali na esquina dos seus pensamentos, aparece o seu superego dizendo: “seja adulta e responsável; priorize sua família; priorize os filhos! Isso não é mais viável. Aceite!” Seu objetivo passa a ser então encontrar alguma saída para não desaparecer nessa contradição.

Minha solução é: não abra mão de viajar só com seus amigos! Em especial para as mulheres, repito: não abram mão dessa experiência.

Obviamente, isso não será o mais fácil ou mesmo o mais louvável. Pode contar que você sofrerá críticas por parte das pessoas mais inesperadas. Mas esteja certa de que, caso deixe totalmente de lado esses momentos, seja em função do que for, um aspecto fundamental da sua identidade ficará desguardado e só você sabe a importância que isso tem na sua vida.

No mais, deixo aqui algo que aprendi com uma de minhas amigas na última viagem. Ela me disse: para viver bem é preciso saber como equilibrar pratos. Um para a profissão; um para os amores; outro para as amizades e assim vamos.

O que fazer se a maternidade/paternidade te arrebatou?

Apenas esteja consciente de que um novo prato apareceu em suas mãos. Com o tempo aprende-se a sustentá-lo junto aos outros.

Mesmo que ainda esteja se sentindo como uma “bêbada equilibrista” (alguém aqui lembra da música?), faça irreverências mil e lembre-se: o que nos define não é tanto o que ou o quanto sustentamos em nossas mãos, mas o como fazemos isso.

Para todos os quartetos. 😉

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4 comentários em “Viagem só com os amigos? E os filhos?

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