Leia e Viaje: um diário russo por John Steinbeck e Robert Capa

Por Raphaella Perlingeiro

STEINBECK, John et CAPA, Robert. Um Diário Russo. Rio de Janeiro: Cosac Naify, 2003.

Foto: Cosac Naify Editora
Foto: Cosac Naify Editora

Você gosta de viajar com suas leituras?

Se sim, pense neste livro como opção. Sabe aquela leitura que transcende gostos particulares? Mesmo para quem não gosta muito do assunto “guerra”, esta é uma opção que vale ser considerada. A narrativa é despretenciosa e fala, em última análise, sobre a capacidade humana de se reerguer. Um assunto que todas temos que enfrentar em algum momento da nossa existência. Certo?

Neste “Diário”, os dois autores contam suas impressões ao viajarem por 2 meses pela antiga URSS. O pano de fundo é o cenário de pós-guerra em 1947. Eles mostram personagens cotidianas: operários, fazendeiros, escritores, todos em um processo de reconstrução, não apenas de suas vidas, mas do seu país.

Uma leitura que surpreende pela leveza, mesmo sendo profunda o suficiente para quebrar preconceitos e ideias sedimentadas com relação à realidade daquele momento histórico e naquele país.

Os autores

O escritor americano John Steinbeck foi Nobel de 1962 e escreveu “Vinhas da Ira”, que virou um filme daqueles de doer estrelando o maravilhoso Henry Fonda.


Apresentação (1min13seg) sobre o filme “Vinhas da Ira”. Direção John Ford, inspirado no clássico de John Steinbeck. Tem uma das minhas cenas preferidas.😉

O húngaro Robert Capa foi um célebre fotojornalista e grande responsável pelo registro fotográfico de grandes eventos bélicos do século XX. Entre eles, a invasão da China pelos japoneses durante a II Guerra Sino-Japonesa e a cobertura durante as guerras de independência da Indochina. O episódio mais importa da sua carreira, contudo, foi certamente ser o único jornalista presente com a primeira leva de soldados no Dia D – Incrível!

Foto: Robert Capa na Life Magazine (Junho de 1944)
Foto: Robert Capa na Life Magazine (Junho de 1944)

Veja mais imagens em: “Slightly out Focus”

Tanto Capa quanto Steinbeck são homens ícones de seu tempo e, através do relato deles, temos a oportunidade de começar a entender o Zeitgeist – espiríto do tempo – do início do século XX.

Boa leitura e boa viagem!

Seja a pessoa com quem gostaria de passar o resto da vida!

Por Mirella Camargo

Você é capaz de ser feliz sozinho? Se não é, deveria.

Foto: Mirella Camargo
Foto: Mirella Camargo

Muitas vezes a diferença entre solidão e liberdade é apenas uma questão de escolha, de atitude. Não quero aqui levantar uma bandeira e dizer que estar sozinho é a melhor coisa do mundo, mas gostaria de ver mais pessoas enxergando este momento na vida como algo bom, como uma oportunidade única de conhecer a si próprio e fazer tudo aquilo que sempre quis.

Você pode até dizer: “Mas eu estou cansado de ser sozinho”. E eu vou te responder: “Então meu amigo, você está cansado de si mesmo!”

Tome uma atitude e seja a pessoa com quem gostaria de passar a maior parte do tempo. Tenha certeza que automaticamente atrairá muitas outras pessoas que também vão querer passar algum tempo com você.

Aceite a liberdade momentânea que a vida te dá ao te transformar em uma pessoa sozinha.

Vá ao melhor restaurante, peça a melhor sobremesa e coma sozinho, sem ter que dividir com ninguém. Compre uma passagem de avião e viaje sem ter que dar satisfações a ninguém. O que você vai fazer ao acordar no dia seguinte, só diz respeito a você.

Vista-se como bem entender e sem se preocupar com o que o mundo vai pensar sobre isso. Aceite o seu corpo, não seja escravo do que os outros dizem ser o padrão de beleza mundial.

Ouça aquelas músicas que só você gosta, durma com a televisão ligada e deixe a roupa espalhada pelo chão da casa. Aproveite enquanto não tem ninguém que depende de você para comer e passe o dia só comendo pipoca e refrigerante.

Aproveite o silêncio para meditar e escutar o som da sua alma. Observe mais e valorize tudo que está ao seu redor. Liberte-se da imposição de que para ser feliz tem que ter alguém ao seu lado. Saiba que estar sozinho pode ser um dos melhores momentos da sua vida.

Olhe mais para dentro de si mesmo e menos para o vizinho. Valorize o privilégio de passar pela vida tendo conhecido a si próprio, pois infelizmente muitas pessoas não conseguem.

Seja a pessoa com quem você gostaria de passar o resto da sua vida!

Como fonte de inspiração para este início de relacionamento com você mesmo, eu vou deixar o vídeo da Tanya Davis, How to be Alone. Ele é um convite à vida e à felicidade.

Saiba mais sobre a Tanya Davis (escritora e cantora) aqui.

Transcrição do vídeo “How to be alone”, 2010
Tanya Davis com Andrea Dorfman

“If you are, at first, lonely – be patient.
If you’ve not been alone much or if, when you were, you weren’t okay with it then just wait,
you’ll find it’s fine to be alone…
once you’re embracing it.

We could start with the acceptable places: the bathroom, the coffee shop, the library.
Where you can stall and read the paper,
where you can get your caffeine fix and sit and stay there,

where you can browse the stacks and smell the books
you’re not supposed to talk much anyway,
so it’s safe there.

There’s also the gym.
If you’re shy you can hang out with yourself in the mirrors, you can put headphones in.
And there’s public transportation
– because we all gotta go places –
and there’s prayer and meditation
no one will think less if you’re hanging out with your breath
seeking peace and salvation.

Start simple,
things you may have previously avoided based on your avoid-being-alone principles.
The lunch counter, where you will be surrounded by chow-downers,
employees that only have an hour
and their spouses work across town
and so they, like you, will be alone.
Resist the urge to hang out with your cell phone.

When you are comfortable with eat-lunch-and-run, take yourself out for dinner,
a restaurant with linen and silverware.
You’re no less intriguing a person when you’re eating solo dessert
and cleaning the whipped cream from the dish with your finger;
in fact, some people at full tables will wish they were where you were.

Go to the movies
where it is dark and soothing
alone in your seat amidst a fleeting community.

And, then, take yourself out dancing,
to a club where no one knows you
stand on the outside of the floor
until the lights convince you more and more
and the music shows you.
Dance like no one’s watching
(’cause they are probably not)
and, if they are, assume it is with best and human intentions,
the way bodies move genuinely to beats is, after all, gorgeous and affecting.
Dance until you’re sweating
and beads of perspiration remind you of life’s best things,
down your back like a brook of blessings.

Go to the woods alone and the trees and squirrels will watch for you.
Go to an unfamiliar city, roam the streets,
there are always statues to talk to

and benches made for sitting
give strangers a shared existence
if only for a minute
and these moments can be so uplifting
and the conversations that you get in
by sitting alone on benches
might have never happened
had you not been there by yourself.

Society is afraid of alone though,
like lonely hearts are wasting away in basements,
like people must have problems if, after awhile, nobody is dating them

But alone is a freedom that breathes easy and weightless
and lonely is healing if you make it.

You could stand, swathed by groups and mobs or hold hands with your partner
look both further and farther
in the endless quest for company,
but no one’s in your head
and by the time you translate your thoughts some essence of them may be lost
or perhaps it is just kept,
perhaps in the interest of loving oneself,
perhaps all of those sappy slogans
from preschool over
to high school’s groaning
were tokens for holding the lonely at bay.
’cause if you’re happy in your head then solitude is blessed and alone is okay.

It’s okay if no one believes like you
all experiences unique, no one has the same synapses
can’t think like you
for this be relieved,
keeps it interesting, life’s magic things in reach.

And it doesn’t mean you aren’t connected, that community’s not present.
Just take the perspective you get
from being one person alone in one head
and feel the effects of it

Take silence and respect it.
If you have an art that needs a practice, stop neglecting it.
If your family doesn’t get you
or a religious sect is not meant for you
don’t obsess about it.

You could be, in an instant, surrounded, if you need it.
If your heart is bleeding make the best of it

there is heat in freezing, be a testament”

6 Programas para aproveitar o Rio Olímpico (nossa seleção tropical)

Por Carla Caldas e Raphaella Perlingeiro

É hoje, gente! Como disse nossa querida Chris Menezes: hoje começa o maior evento que o Rio de Janeiro já viveu.

Por isso, vamos entrar no espírito olímpico, abaixar nossas armas e levantar a moral! E “simbora” curtir esses dias, celebrando a paz entre as nações e toda beleza de se estar vivo.

1 e 2) Painéis do Eduardo Kobra + Boulevard Olímpico

O grafite de Eduardo Kobra na região portuária do Rio é o maior do mundo feito por um artista só. E mais do que isso, é uma obra de arte emocionante e em sintonia com esse nosso momento olímpico. “Etnias” é o nome do painel com 3.000 m2 representando as 5 etnias dos 5 continentes. Faz parte de uma série de murais que Kobra fez pelo mundo evocando a ideia de paz. Um legado mais que merecido para a cidade carioca.

Foto: Carla Caldas
Foto: Carla Caldas

Já o Boulevard Olímpico prometer ser o maior live site da história dos Jogos Olímpicos.

Porto Maravilha e Parque Madureira. Estes são os lugares onde cariocas e turistas viverão uma maratona de diversão e conhecimento durante a #Rio2016. São 188 mil m2 de interação, com mais de 100 shows, atrações culturais e esportivas, além da transmissão simultânea dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos em telões instalados pelo evento.

Onde: Praça Mauá, Centro do Rio
Preço: free
Programação: aqui.

3) Rooftop com a mais carioca das cervejas – a Jeffrey

A Jeffrey é uma queridinha do aqui do Coletivo. Ela é mais que uma cerveja, é vida, é DNA carioca na veia! Então por que não curtir uma vista linda com ela na mão? Entre os dias 5 e 21 de agosto, no rooftop do hotel Golden Tulip (Copacabana) vai ter muita música e diversão com a assinatura dos meninos da Jeffrey. Nosso conselho é chegar a partir das 17h (hora de abertura), já que o lugar está sujeito a lotação.

Jeffrey_rooftop
Foto: Jeffrey Store

Onde: Av. Atlântica, 3716, Copacabana -Hotel Golden Tulip
Dias: de 5 a 21 de agosto
Hora: 17h às 2h
Preço: free

4) Projeção no Copacabana Palace

O hotel Copacabana Palace, o mais luxuoso e ícone da cidade, cobriu sua fachada de coloridas borboletas, um presente aos visitantes durante os jogos.

Uma linda e delicada projeção da artista Islandesa Kristjana S. Williams representa os países participantes e poderá ser vista diariamente às 19h, por dez minutos, até o dia 14 de agosto.

copacabana palace
Foto: Carla Caldas

Não deixe de aproveitar para tomar um sorvete na recém-inaugurada e super charmosa sorveteria Momo (mais um hit do Coletivo) que fica na entrada do hotel.

Foto: Carla Caldas
Foto: Carla Caldas

Onde: Av. Atlântica, 1072, Copacabana
Dias: até 14 de agosto
Hora: 19h
Preço: free

5) “Tour du monde” pelas casas temáticas 

Vários países estão montando suas casas temáticas com atividades culturais, degustações etc. São mais de 52 lugares espalhados pela cidade com uma programação variada. Alguns eventos serão abertos ao público outros não. Além disso, alguns serão gratuitos e outros pagos.

Foto: Approach Comunicação
Foto: Approach Comunicação

Acompanhe por aqui.

6) O “Abaporu” no Rio!

A obra-prima da pintora modernista Tarsila do Amaral estará em exposição no Museu de Arte do Rio – o MAR. A expo se chama “Cores do Brasil” e reúne 300 peças que revelam a trajetória da arte nacional – colonialismo até século XXI. O público terá acesso às obras vindas do México e Argentina e todo Brasil. O destaque, contudo, vai sem dúvida para o “triste canibal” de Tarsila. Uma obra que vale ser revistada mais do que nunca. Atenção: o quadro deve voltar para Argentina pelo dia 21 de setembro, antes da exposição terminar.

Foto: Fundación Costantini, Buenos Aires por Sérgio Amaral /G1
Foto: Fundación Costantini, Buenos Aires por Sérgio Amaral /G1

Onde: Museu Mar – Av. Atlântica, 3716, Copacabana
Dias:  02/08/2016 até 15/01/2017 (Obaporu só até setembro)
Hora: ter- dom 10h-17h
Preço: 10 reais

Saiba mais sobre o quadro aqui.

Gostou da seleção? Deixa um amorzinho olímpico aqui nos comentários para a gente. queremos saber a sua seleção também.😉

Foto destaque: Carla Caldas

#SemanaVerde: as dicas de quem participou

Por Raphaella Perlingeiro

Na nossa Semana Verde falamos sobre sustentabilidade e formas práticas com as quais podemos contribuir no nosso dia-a-dia para um mundo mais sustentável. Ações simples, mas que ajudam a diminuir o impacto que causamos no meio ambiente.

Muita gente colaborou compartilhando reflexões e dicas dentro da temática. Os assuntos foram tão interessantes que não poderíamos deixar de registrar por aqui também.

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Vamos as dicas:

    • Reciclar o lixo – essa foi a campeã das dicas. A Sylvia Giordano mostrou algumas estáticas da produção de lixo no Brasil e no EUA. Foi uma reflexão sobre como o nosso consumo de embalagens no dia-a-dia vem aumentando. Já a Rita Branco mostrou como faz reciclagem de pilhas, de plástico e papéis. A renda desse lixo vai para um parque ecológico no Porto, o Parque Aventura. Saiba mais aqui.
    • Frequentar feiras e mercados locais – dica também da Rita. Essa é uma ótima opção para quem quer ter uma atitude mais verde em suas viagens. O comércio local gasta menos com o transporte das mercadorias, o que significa menos poluição. Além disso, você ainda incentiva os artesãos e a produção de itens menos industrializados.
    • Trocar lâmpadas normais pelas de LED – essa foi a sugestão da arquiteta @gabbkrebs. Ela disse que esse tipo de lâmpada contamina menos o solo no momento do descarte, tem durabilidade maior, além de serem mais econômicas (combo do amor, certo?).
    • Hortas coletivas – a Tina Wells do @londrespravoce mostrou detalhes da sua participação em uma horta coletiva em Londres. Foi uma inspiração. A gente sabe que nem todos os lugares oferecem essa possibilidade, mas a prática está se espalhando pelo mundo – no Brasil já existem algumas. Então, por que não procurar saber mais sobre? Veja aqui o texto da Tina sobre sua experiência.
    • Procurar por materiais biodegradáveis – a Aline Lickel acabou de se mudar para San Francisco. Ela compartilhou sua descoberta dos plásticos feitos com milho, inclusive mostrou o papel filme que usa feito com esse material. Saiba mais por aqui.
    • Fraldas reutilizáveis – a Natalia Itabayana (@destinoprovence) tem um filhinho lindo. Ela está experimentando o uso das fraldas reutilizáveis e mostrou como essa tecnologia mudou. Vários mitos da “velha fralda de pano” desfeitos. Ela também contou como é possível comprar kits de fraldas (na França, mas existem no Brasil também).
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Foto: Natalia Itabayana
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Foto: Natalia Itabayana
  • Não desperdiçar água – muita gente querida mostrou dicas para não desperdiçar água. Por exemplo, a Helô Righetto falou sobre lembrar de fechar as torneiras enquanto escova os dentes. Um gesto simples, mas que muita gente ainda esquece. A Raquel Sol mostrou como reaproveita a água da casa no jardim. A Denise Godinho mostrou algo típico do Rio de Janeiro. Lá, a água do chuveiro muitas vezes demora para esquentar, por isso ela usa um balde para aproveitar a água fria para outras atividades. Simples e eficaz.
  • Coletor menstrual – sim, meninas, a Liliana Stahr (@catalogodeviagens), “deu a cara à tapa” e falou sobre o famoso “copinho”. Sem dúvida essa é uma opção mais ecológica do que os absorventes normais. Ela contou sobre as dificuldades iniciais para se adaptar ao “copinho”, mas disse que vale muito a pena. Saiba mais aqui.
  • Usar transportes coletivos – outro campeão de citações. A Helô, a Aline e a Kely falaram sobre não usar carro. A gente sabe que muita gente precisa do carro e não tem opção. Agora, se a opção existir (e cá entre nós, muitas vezes é só o hábito que faz a gente optar pelo carro), por que não privilegiar outros meios menos poluentes?
  • Shampoo com água – essa foi a dica mais inusitada. A Flavia Koetz deu uma recomendação para misturar água no sabonete líquido e no shampoo. Ela diz que faz isso há anos e aprova. Para ela não diminui a eficácia em nada.
  • Ecobags, carrinhos de compras etc. – a Marjory Ohrel falou sobre ecobags, e o quanto estas diminuem as nossas footprints (pegadas) pelo mundo, já que ajudam a reduzir o uso das sacolas plásticas. A Kely (@kelypelomundo) complementou falando sobre maneiras verdes de se transportar as compras. Mostrou dos carrinhos de compras até carros compartilhados. Se quiser saber mais, a gente recomenda esse post dela.

Quem Participou:

Rita Branco – O Porto Encanta

Sylvia Giordano – New York Tourism and Transport

Tina Wells – Londres pra Você

Marjory Ohrel

Raquel Sol – The London Ginger

Liliana Stahr – Catálogo de Viagens

Natalia Itabayana – Destino Provence

Helô Righetto – Aprendiz de Viajante

Aline Lickel – Ali San Francisco

Denise Godinho

Kely Bauer – Kely pelo Mundo

Flavia Koetz

Gabbkrebs

Obrigada, meninas, pela força! Por participarem da #SemanaVerde, por separarem um tempo da vida de vocês para compartilhar essas experiências e inspirar a gente.❤

#SemanaVerde: três dicas para ingressar no mundo dos orgânicos

Por Clarissa Godoy

Se você acompanhou os posts da Semana Verde aqui no Coletivo, já deve ter entendido a enorme importância de começar a fazer mudanças. Entendo que para muitos ainda parece algo de outro mundo, mas resolvi deixar algumas sugestões pontuais para ajudar vocês a ingressarem no mundo dos orgânicos.

Foto: Clarissa Godoy
Foto: Clarissa Godoy

– Procure por alimentos da safra, são mais em conta – Hoje em dia, não levamos em conta quais frutas, verduras e legumes estão na época, certo? Antigamente, nossos bisavós sabiam muito bem disso. Se procurassem morango em fevereiro, no auge do verão não encontrariam. Não era época de morango, ora bolas!

Hoje nem sabemos quais são as safras, pois os temos em qualquer época do ano. Isso parece ser ótimo, mas não é. Cada legume, verdura ou fruta tem seu cultivo favorecido em um determinado solo, ambiente e clima. E o homem com a brilhante mania de “melhorar a natureza” fez com que você pudesse encontrar morangos, por exemplo, em qualquer época do ano.

Ao custo de quê? Muitos agrotóxicos. Vale a pena? Não! Os orgânicos tem preços mais elevados, por diversos motivos, que vão desde a certificação do produtor (que pode custar cerca de 3 mil/ano) até a produção em menor escala, com maior custo.

Porém, alimentos orgânicos que estão na época têm preços mais acessíveis, pois naturalmente se desenvolvem com maior facilidade. Aposte nestes. Se não sabe quais são as safras, faça uma busca rápida na internet e descubra. Alimentos que estão na época, são mais baratos e muito mais nutritivos.

– Comece por partes – Eu sei que depois que descobrimos o quanto consumimos de agrotóxicos e o quanto estão associados a doenças, dá vontade de jogar tudo no lixo e mergulhar de cabeça nesse novo mundo. Mas sugiro que mude de forma gradual, para que a mudança seja definitiva e não apenas por um período. Comece frequentando mais feiras orgânicas. Compre alguns alimentos e experimente. Perceba a diferença no aroma, textura e sabor. É incrível! Comece substituindo os campeões de agrotóxicos, como pepino, pimentão, cenoura, laranja, morango, abacaxi e mamão por seus similares orgânicos.

– Abra sua mente para o novo – Saia da banana e maçã, tomate e alface que consome todos os dias. Experimente alimentos que estão na época. A natureza é extremamente rica!

Quanto mais a cultura do consumo de orgânicos crescer, maiores serão os benefícios para o planeta e seus recursos naturais, maiores serão os incentivos e pesquisas, maior será a acesso por parte da população, menor será o custo de produção e, consequentemente, teremos preços mais acessíveis. O planeta, os produtores e os consumidores GANHAM! Só quem não ganha é a indústria do agronegócio.

O que é ser caro? Caro é algo que não te dá resultados a longo prazo. Caro é gastar metade do salário com bolsas, sapatos e roupas. Caro é não investir em SAÚDE. Lembre-se que investir em orgânicos é investir na sua PRÓPRIA SAÚDE E LONGEVIDADE. É investir em um PLANETA mais sustentável e humano!

Espero que vocês tenham gostado da nossa #semanaverde. Estamos esperando suas dicas e comentários por aqui.😉

#SemanaVerde: receita de iogurte natural caseiro

Por Mirella Camargo

Você já parou para pensar que os benefícios de fazer um iogurte natural em casa vão além de ter um produto saudável e com menos aditivos desnecessários?

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Foto: Mirella Camargo

Ao abrir mão de comprar dezenas de potinhos individuais de iogurte no supermercado, você está não só contribuindo com a sua saúde, como ajudando o meio-ambiente. Uma pessoa como eu, que utiliza iogurte natural diariamente, ao final de um mês teria certamente descartado no lixo ao menos 25 potinhos plásticos. O que no decorrer de um ano, somaria um montante de 300 potinhos plásticos que muitas vezes não chegam a ser reciclados.

Eu tenho o cuidado de separar o meu lixo orgânico do lixo reciclável, mas em um país como o nosso, que ainda está engatinhando em questões como esta, certamente metade deste lixo após separado não chega ao destino correto. Uma pena! Mas não deixo de contribuir com a minha parte.

Fazer o seu próprio iogurte é muito simples e rápido. Você não precisa de iogurteira e nem mesmo de termômetro. Vamos nessa?

Iogurte caseiro

Você vai precisar de:

  • 1 litro de leite (eu uso de caixinha)
  • 1 potinho de iogurte natural (integral ou desnatado)*

*Olhe o rótulo, procure um iogurte o mais natural possível. Evite produtos com muitos ingredientes na composição.

  1. Use o leite em temperatura ambiente. Coloque para ferver 400ml do leite. Desligue e junte o restante do leite para chegar na temperatura certa. Com esta proporção, você não precisa nem de termômetro, pois o leite sempre vai chegar na temperatura que precisamos.
  2. Em um copo alto ou medidor, misture o iogurte com um pouco do leite e bata bem com uma colher para que ele dissolva por completo. Junte ao restante do leite e misture bem. Coloque em um recipiente com tampa, de preferencia de vidro, e embrulhe em um ou dois panos de prato. Deixe descansando durante a noite em um lugar mais quentinho (pode ser dentro do forno). No dia seguinte, leve à geladeira por no mínimo 6 horas.
  3. Para fazer os próximos iogurtes você não precisará mais comprar no supermercado. É só separar um potinho do seu próprio iogurte e repetir todo o processo. Porém, por conta de contaminação, já que em casa não temos um ambiente completamente esterilizado, é recomendável a cada 40 ou 60 dias, comprar um novo potinho de iogurte para recomeçar o processo.

Simples, barato e mais saudável.

Tem alguma receita interessante para compartilhar? Use a #semanaverde e compartilhe nas redes sociais para a gente acompanhar.

#SemanaVerde: as 3 perguntas-chave sobre orgânicos

Por Clarissa Godoy

Vamos passar por três perguntas que costumam gerar muitas dúvidas quando falo sobre orgânicos:

Foto: Clarissa Godoy
Foto: Clarissa Godoy

1) O que são produtos orgânicos?

Parece algo óbvio, mas ainda tem gente com esta dúvida. Num mundo onde diet, light, sem glúten, sem lactose dominam, o conceito de “orgânico” é confundido com muita frequência. Por exemplo, um produto orgânico pode ser tanto de origem animal quanto vegetal.

O que seria isso? Os vegetais orgânicos são aqueles que, do plantio até a colheita, não recebem produtos químicos (agrotóxicos, pesticidas e adubos químicos) ou hormônios sintéticos que favoreçam seu crescimento. No caso dos animais, sua criação é feita sem o uso de hormônios de crescimento, anabolizantes e antibióticos.

2) Por que evitar produtos convencionais?

Já está mais que comprovada à associação dos agrotóxicos com aumento do risco de câncer, depressão, distúrbios alimentares, transtorno do pânico e anomalias físicas. A incidência de câncer em áreas de lavoura com cultivo tradicional é 38% maior do que naquelas em que não há lavouras desse tipo. Claro que o câncer é multifatorial, mas os agrotóxicos entram como um dos principais fatores de risco!

É assustador pensar que já se detectou agrotóxicos no leite materno! O primeiro alimento para o bebê. E mais assustador ainda é pensar que estes venenos não são eliminados pelo organismo, ficando retidos em nosso tecido adiposo (nossa gordura corporal). Você pode imaginar o efeito cumulativo dos agrotóxicos no corpo de um adulto que desde o aleitamento materno esteve armazenando esse tipo de substância? Imagine o efeito disso à longo prazo.

3) Por que não deixar de consumir legumes, verduras e frutas?

“Putz, Clarissa, mas orgânicos são difíceis de encontrar e, além disso, são caros demais! Melhor então diminuir o consumo de verduras, legumes e frutas e ficar mais nos industrializados, né?”

Se você pensa que evitando legumes, verduras e frutas estará mais protegido, está enganado. Por exemplo, o pão que comemos é feito com farinha de trigo, e este, por sua vez, é um vegetal que pode também receber agrotóxicos durante seu cultivo. Ou seja, consumir mais industrializados é uma péssima ideia, não só pelo fato de terem toneladas de agrotóxicos, mas por serem produtos com qualidade nutricional inferior.

A maior parte da população tem sua cozinha abastecida principalmente com produtos industrializados e, você pode ter certeza que o fato delas não consumirem verduras, legumes e frutas, mesmo com agrotóxicos, aumenta ainda mais o risco de doenças crônicas, como obesidade, pressão alta, diabetes e câncer.

“Nossa, então o que fazer? Parece não ter saída, certo?”

Calma, sem radicalismo! É importante ter esse conhecimento e agir por partes. Se você não consome verduras, legumes e frutas diariamente, mude isso o mais rápido possível! E se já tem este hábito, maravilha! Que tal dar um segundo passo e ingressar no mundo dos orgânicos?

No meu próximo post teremos dicas preciosas para ingressar neste mundo!

Deixe sua opinião e experiências aqui nos comentários. Use também a #semanaverde nas redes sociais para a gente acompanhar as suas ações para um mundo mais verde.😉