De menina ou menino? Confissões de uma mãe cansada de brinquedos divididos em gênero

Por Moema dos Reis

Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

A maternidade tem me trazido diversas reflexões sobre preconceito, exemplos e igualdade, afinal sou responsável pelo futuro de um ser humano. No meu caso um menino, que um dia será um homem, irá se relacionar com colegas, amigos, mulheres (ou não, vai saber?) e pretendo proporcionar independência e uma visão ampla do mundo.

Uma das questões que tem me chamado atenção é a diferença entre a sessão de brinquedos de meninos e meninas, ou melhor, as mensagens subliminares e diretas que podemos observar nas diferenças.

Sempre que vou a uma loja comprar um presente de aniversário os vendedores perguntam: é pra menino ou menina? Sempre respondi a tal pergunta sem questionar e fui lá na sessão indicada por eles, mas de uns tempos pra cá, tenho parado para pensar sobre essa questão.

Por que não posso presentear um menino com um fogãozinho ou um conjunto de chá?

E tentei fazer isso. Queria dar um kit de panelinhas e comidinhas para o meu filho. Demorei a encontrar basicamente porque quase todos os artigos de cozinha, comidinhas, limpeza, carrinhos de boneca e supermercado são feitos nas cores rosa ou lilás, atribuídas às meninas. Mas espera aí… Por que não poderia comprar utensílios cor de rosa ou lilases para ele? Afinal, se não tenho preconceito com isso, qual é o problema dele brincar com as panelinhas feitas para meninas? Porque me sentiria desconfortável incentivando uma indústria que nos massacra com essas ideias de que atividades domésticas são “coisas de mulher”.

Se queremos um mundo diferente, com mais igualdade, o ideal é começar desde sempre, não é?

Então, nossos filhos não devem brincar de casinha? Devem se contentar com bonecos fortões, super-heróis, bolas e espadas? E as meninas? Devem cuidar das bonecas e afazeres domésticos? O que estamos querendo dizer com essas diferenças de brinquedos para meninos ou meninas? Mantendo a velha máxima de que lugar de mulher é em casa, cuidando da prole enquanto os homens vão desbravar o mundo, se destacar nos esportes e ficar longe das atividades domésticas?

Eu já começo a notar alguma mudança, mas muito sutil. Me parece que cada vez menos a gente se liga a essas antigas leis de brinquedo de menino ou de menina. Vejo lindas fotos no Instagram e Facebook mostrando meninos carregando bonecas no sling, levando para passear em carrinhos de bebê, fazendo comidinhas (de mentira e de verdade). Quando têm irmãos então, vira aquela mistura de brinquedos onde todas as possibilidades são exploradas.

Brinquedo é de criança, não tem gênero. Eles brincam com o que lhes parecer interessante. É ou não é?

Fora as brincadeiras em grupo, patinete, bicicleta. Mas a minha questão permanece: a cor rosa sempre vai ser da menina? Ficaremos sempre com as fantasias de princesa? E se elas gostarem do Homem Aranha, do Batman, do Incrível Hulk? Sei lá…

E daí se as meninas têm uma tendência a gostar das histórias mais fofas, a cuidar de bonecas e os meninos costumas ser mais brutos, gostam de brincar de luta, de bola e não vejo nenhum problema nisso (até que ponto isso não é cultural também não sei?).

Só queria que houvesse mais possibilidades, menos regras. Vamos deixar eles experimentarem o que estiverem a fim. Não seria bacana? Mais liberdade para a brincadeira!

Seria bacana se as indústrias de brinquedos se ligassem mais nessas mudanças e proporcionassem mais possibilidades, sem se prenderem às cores, por exemplo. Os brinquedos de madeira já são uma opção interessante. Costumam vir em cores vibrantes e variadas, sem preconceito.

Esses são os meus dois centavos de hoje. Ah! Fiquem tranquilas, podem me convidar para festas infantis que não vou desrespeitar as regras 😉

Suculentas: você também pode ter uma (e não matá-la!)

Por Helô Righetto

Nos últimos anos, as plantas suculentas tornaram-se as queridinhas da decoração. Não se sabe exatamente quando nem o por quê, mas de repente as suculentas viraram objetos de desejo. Os blogs dedicados a design de interiores têm centenas de dicas de como incorporar essas plantas em casa, e o Pinterest nos faz desejar ter uma casa maior apenas para que possamos acomodá-las.

Foto: Helô Righetto
Foto: Helô Righetto

Bom, eu também fui “seduzida” por essas plantinhas. Logo eu que nunca dei muita bola para jardinagem! Lembro que ganhei a minha primeira há alguns anos, e ela foi crescendo e ficando tão linda, que acabei adquirindo várias outras e hoje tenho um cantinho em casa – um dos mais especiais! – apenas para as minhas plantas.

Foto: Helô Righetto
Foto: Helô Righetto

Antes de eu repassar as minhas dicas para quem também quiser entrar na dança das suculentas, preciso reforçar que não sou especialista nem estudiosa do assunto. O que sei é o que aprendi sozinha. Sim, eu li alguns blogs, pedi dicas para amigas que também gostam de suculentas, fui tentando, errando e acertando. Adoraria ter mais espaço dentro e fora de casa para cultivar ainda mais plantinhas, mas acredito que como eu, muita gente não tem um casarão ou um jardim imenso para brincar de paisagismo.

Claro que a falta de espaço é um problema, mas eu sempre incentivo as amigas a encontrarem pelo menos um cantinho onde caiba um pequeno vaso.

Vale até mudar algumas coisas de lugar – até mesmo móveis – para aproveitar o espaço melhor e quem sabe acrescentar uma mesa lateral cheia de vasinhos de suculentas!

Mas vamos ao que interessa: as dicas para manter suas suculentas lindas e vivas por muito tempo, dentro de casa.

  1. Luz natural: coloque os vasos perto da janela, pois elas precisam de pelo menos 6 horas de luz natural todos os dias. Não precisa bater sol direto (aliás, sol intenso por horas seguidas pode prejudicá-las!), mas é preciso ter claridade.
  2. Água: as suculentas não precisam de muita água. Uma vez por semana (durante o inverno eu inclusive pulo uma semana vez ou outra e dou água a cada 15 dias) é o suficiente. Deixe o solo bem molhado. O fato de elas precisarem pouca água não significa que usar spray nas folhas basta! Não! Regue pouco, mas quando regar, sacie a sede delas.
  3. Vaso: como a maioria das plantas, o ideal é que você coloque as suculentas em um vasinho com furo no fundo, para que a água acumulada não apodreça a raiz. Caso isso não seja possível, coloque pedrinhas no fundo do vaso, por baixo da terra.
  4. Podagem: é sempre bom checar as folhas e retirar as mais velhas, que vão amarelando. É normal que algumas amarelem!
  5. Cor: para quem, como eu, tem apenas espaço dentro de casa para criar suculentas, escolha pelas plantas mais verdes. Quanto mais verde, mais chances elas tem de crescere, bem em um ambiente fechado. Existem algumas mais roxinhas ou acizentadas, essas se adaptam melhor em áreas externas.

Como falei lá em cima, eu só fui me encantar por cuidar de plantas nos últimos anos. Nunca conseguia fazer minhas plantas sobreviverem depois de alguns meses. Por isso, quero encorajar todo mundo que se acha um desastre da jardinagem a comprar um vasinho de suculentas.

Foto: Helô Righetto
Foto: Helô Righetto

Seguindo essas dicas básicas tenho certeza de que você verá sua planta crescer e vai querer aumentar a coleção!

Trabalho voluntário: dicas para uma primeira experiência

Por Carlas Caldas

Fonte: Pixabay
Fonte: Pixabay

Da velha benemerência às novas intervenções solidárias, o voluntário busca sua identidade. Quem pensa em aderir deve antes definir como e o porquê.  

Fonte: Folha de São Paulo – matéria de capa do Caderno Sinapse em 21 de dezembro de 2004.

O trabalho voluntário entrou na minha vida em 2002, quando comecei a dar aulas de inglês para crianças na ONG Gotas de Flor com Amor. Naquela ocasião, era executiva de uma multinacional e busquei no voluntariado outras experiências.

Foi também através do Gotas de Flor que recebi o convite para ser uma das personagens entrevistadas no jornal Folha de São Paulo, em 2004. Hoje reli a matéria nas folhas amareladas pelo tempo, porém guardadas como muito carinho.

Foto: Caderno Sinapse
Foto: Caderno Sinapse

Achei o texto tão atual que resolvi citar.

A empresa empurrou a engenheira Carla Caldas, para o voluntariado, mas de um jeito indireto. Dois anos atrás, era gerente de uma multinacional: ‘Minha função me obrigava a demitir muita gente. Chateada fui procurar uma coisa gratificante para fazer.’ Primeiro bateu na porta de duas escolas, pegou os endereços de uma campanha de TV. ‘Não fui bem recebida, não souberam me aproveitar’. Achou sua praia na ONG Gotas de Flor, que atende populações de favela. ‘Dou aulas de inglês toda semana, coisa que nunca tinha imaginado. Com essa chance de estar próxima de uma realidade diferente da minha, meus problemas ficaram menores.’

Fonte: Folha de São Paulo – matéria de capa do Caderno Sinapse em 21 de dezembro de 2004

De lá pra cá muita coisa mudou, o trabalho voluntário tomou diversos formatos, mas segue presente na minha vida até hoje.

Eu busquei o voluntariado com objetivo de ajudar o próximo, mas logo percebi que a relação é de troca, e que, muitas vezes, ganhamos muito mais do que oferecemos. Essa é a descoberta que carrego ao longo desses anos e que me faz continuar desejando voluntariar e recomendar a experiência.

Onde encontrar uma instituição confiável? Qual trabalho posso realizar?

Esses questionamentos ainda são atuais. Percebo que hoje os interessados encontram a mesma dificuldade que tive no início. A grande diferença é que atualmente temos a internet facilitando o acesso às informações.

Foto: Atados
Foto: Atados

Pensando em ajudar aqueles querem saber mais sobre o tema, conversei com o Bernardo Carvalho, responsável pelo Relacionamento com ONG’s no site Atados, uma plataforma social que conecta pessoas e organizações.

O Atados possui uma base com mais de 50 mil voluntários, a maioria de São Paulo, onde a plataforma atua fortemente. Apesar de não terem um número definitivo, acompanhando as inscrições, eles sentem que as mulheres são mais engajadas.

E o que fazer para começar?

“Nossa recomendação para quem nunca teve essa experiência é fazer algo em sua área de especialização e interesse por estar mais familiarizado. Começar com trabalhos mais pontuais, como ajudar em eventos, festas beneficentes, campanhas, por ser uma forma de conhecer uma organização ou movimento mais de perto, antes de fazer algo que exija mais comprometimento. Nossas vagas pontuais são as que têm os maiores números de inscrições.” Bernardo Carvalho – Atados.

Além do Atados, podemos encontrar vários projetos on-line que divulgam instituições. Como sugestão, farei uma ligação com o tema viagem que é a minha área.

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Já pensou em viajar para fazer trabalho voluntário?

Fazer trabalho voluntariado viajando pode ser uma experiência diferente e igualmente gratificante. No Visit Org (site em inglês) e no Volunteer Vacations (site em português) você pode conhecer experiências disponíveis em todo mundo e contratar os serviços de planejamento de viagem (Ex: contato com a ONG).

Ficou animado e quer fazer a diferença?

Saiba que você não está sozinho. Prova disso é o resultado da edição 2016 do Índice Mundial da Solidariedade (World Giving Index – WGI), estudo realizado anualmente pela Charities Aid Foundation (CAF), onde Brasil subiu 37 posições no ranking, passando de 105º país mais solidário para a 68ª posição, dentre 140 países pesquisados.

Neste ano, na pesquisa, o Brasil teve grande aumento no número de pessoas doando para organizações da sociedade civil, fazendo trabalho voluntário ou ajudando um estranho – os três aspectos medidos que compõem o WGI.

Para saber mais: um estudo completo está disponível para ser baixado em inglês pela Charities Aid Foundation.

E aí? Ficou animada? Vamos voluntariar?

O que aceitar para ser feliz?

Por Clarissa Godoy

Dizem que para sermos felizes precisamos nos aceitar, certo?

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Foto: pixabay

E até certo ponto eu concordo com isso. Aceitar que não somos perfeitos, isso definitivamente deve ser feito. Afinal, eu e você somos humanos, certo? 😉 Aqui não tem ninguém perfeito e isso é normal.

Dizem que devemos aceitar tudo que não gostamos em nós mesmos e só assim seremos felizes! Eu concordo com essa visão, mas só em parte!

Devemos aceitar tudo que é imutável!

Existem coisas que não podemos mudarEu tenho 1,56 m, sou bem baixinha, hoje isso não me incomoda mais, mas por muito tempo me incomodou. Eu posso mudar isso? Não. Então aceitei. Isso é imutável! Você não pode mudar o fato de ter perdido um ente querido, então precisa aceitar. Se você sofreu um acidente e perdeu uma perna, você precisará aceitar isso. Será doloroso, mas precisará aceitar a nova situação pra ser feliz!

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A maior parte das coisas que não gostamos podemos mudar!

Muitas pessoas são felizes acima do peso, mas tem muita gente que é extremamente infeliz. Isso é algo que pode ser modificado? Sim! Você pode ser diferente. Isso não só pode, como deve ser modificado. Por você, pela sua felicidade. Sim, você deve aceitar que hoje está em uma situação que não gosta, mas que amanhã pode ser diferente.

Medo e timidez

Uma das coisas que mais me incomodava em mim mesma era a minha timidez. Isso me bloqueava de tal forma, que vivia um sofrimento interno enorme. Ser reservado é uma coisa, é uma característica pessoal. Ser reservado não traz sofrimento. Já a tímida, muitas vezes não é reservada, mas tem dificuldade e medo  de se expressar! E se você já foi muito tímido, sabe o quanto isso é um sofrimento. Eu podia aceitar isso para o resto da minha vida? Não! Era algo que podia ser mudado. Eu sabia que podia ser diferente. Não dava para ficar sofrendo pelo resto da minha vida. E eu mudei. Não foi fácil, mas hoje me sinto bem. Uma das coisas que mais me fazem feliz foi justamente me expor, lidar com pessoas, palestrar e gravar vídeos. Olha que loucura, não?

Há uma frase de São Francisco de Assis, que diz:

“Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado. Resignação para aceitar o que não pode ser mudado. E sabedoria para distinguir uma coisa da outra.”

É isso! O que tira seu sono de noite? O brilho nos seus olhos?

Não importa se por muitos anos você foi aceitou: mude o rumo da sua vida agora! Ah! E não aceite nada menos do que merece. Não negocie com a mediocridade! A vida pode ser mais, muito mais! Você pode realizar coisas extraordinárias, se a sua mente permitir!

O que está te deixando infeliz hoje? Você pode mudar? Não? Aceite! Mas se puder? Mude! Tenha coragem!

Franja: uma relação de amor e ódio

Por Alline da Costa

Uma coisa que não me assusta muito é mudar o corte de cabelo. Ao longo dos meus 32 anos já tive muitos cortes diferentes, uns que gostei muito, os que não gostei tanto, os que me deram muito trabalho para cuidar e outros que eram só lavar o cabelo e pronto. Também já fui ruiva, louraça belzebu e morena.

Mas nada eu amei e odiei, na mesma proporção, do que ter cortado a franja.

Usei franja quando criança, durante a adolescência – de novo porque tinha complexo com a minha testa grande (na vida adulta, graças a Deus, isso passou) – e mais uma vez, agora, depois dos 30.

franja_cabelo_coletivo_tropical
Foto: Slogan1969

Esses dias eu escutei que a moda do verão 2016/17 é a franja. E pensei comigo: “A pessoa que colocou franja como moda no verão não deve ter uma.” Essa é a pior época para decidir por esse corte. Acreditem, faz muito calor ali em baixo! Você vai suar e sua franja vai ficar nojentinha e sem forma.

Vai por mim, espera chegar maio/junho.

Decidi cortar a minha, há mais ou menos um ano atrás, em março. Fazia um calor insuportável aqui no Rio e, por mais que o rabo de cavalo tenha ficado mais fofo, minha franjinha testou muito a minha paciência.

Você vai precisar lavar/molhar e secar a franja quando for sair para o trabalho por exemplo – mesmo que não lave o cabelo todos os dias.

Agora imagina, um calor de 40 graus e você com o secador de cabelos ligado (no quente porque no frio não vai modelar) em cima do seu rosto!?

Meu cabelo é liso e mesmo assim minha franjinha acorda meio “Quem vai ficar com Mary”. E se você tem o cabelo ondulado, cacheado ou crespo vai precisar fazer uma escovinha na franja.

Cameron Diaz em Quem vai ficar com Mary
Foto © 1998 Twentieth Century Fox
Outro detalhe, a franja tem “vida própria” e é temperamental!

Vai ter dias que ela não vai querer fazer o que você quer. Para esses dias, eu conto com aliados muito poderosos (risos): os grampos de cabelo. Faço uma voltinha na franja e prendo na lateral da cabeça. Pode ser qualquer grampo; comum, decorado. Tenha sempre um por perto. 😉

E como a gente aprende errando, procure um profissional, ele sabe o que está fazendo e tem os instrumentos necessários e adequados para o serviço. Eu procurei pelo meu amigo e cabelereiro, e ele fez um corte lindo, amei. Mas aí resolvi cortar de novo. Ele estava sem horário, peguei minha tesoura e cortei eu mesma. Cortei mais cabelo do que deveria, e a franja também acabou ficando torta.

Mas, mesmo depois disso tudo, eu adoro a minha franja, sempre a deixo crescer durante o verão para cortar novamente quando a temperatura estiver mais amena. Fica muito mais fácil mudar o visual com a franja, pois você pode prendê-la ou colocar para o lado; com um rabo de cavalo ou coque, ela também fica mais fofa.

Enfim, vai dar um certo trabalhinho, você vai se irritar de vez em quando, mas depois vocês se entendem e vivem felizes para sempre.

Caçadora de Leões

Por Chris Menezes

Foto: Florida Memory State Library
Foto: Florida Memory State Library

De todos os insultos que ouvi ao longo da minha vida – e não foram poucos – esse certamente foi o que calou mais fundo. Sim, já escutei muito absurdo nessas minhas 47 primaveras por parte de colegas de trabalho e machinhos “empoderados”.  Pois é. Muito fácil pegar a menina e sair contando pra todo mundo. Mais fácil ainda, não pegar – porque ela não quis – e resolver inventar apelidos engraçadinhos para, claro, desqualificá-la.

É, minha gente, isso foi a história da minha vida durante um bom tempo. Tempo que eu era gostosinha e bem fogosa, tinha sede e pressa de curtir a vida. Saí com quase todo mundo que eu quis e estava nem aí pro que fulano ou beltrano iam dizer. Até a hora em que chegava ao meu ouvido.

Doía? Sim, com certeza. Mas eu não podia evitar. E, muito menos, ia deixar de viver minha vida.

E o caçadora de leões? De onde surgiu?

Sou publicitária e tive casos e ficadas com meninos do mercado e cheguei a casar com um redator. Por acaso, alguns desses caras conquistaram Leões de Cannes (considerados o maior prêmio da propaganda mundial). Só que, minhas caras, eu não fiquei com nenhum deles por conta de uma estatueta nem tava interessada em dar um golpe do Leão em ninguém (e se estivesse, ninguém tinha nada a ver com isso, by the way). Fiquei porque eram gostosos, bonitos, interessantes ou tão safados quanto eu. Só que um cabloco todo trabalhado no recalque resolveu me dar esse apelido tão querido e meigo. Aparentemente, o moço estava com tempo livre suficiente para fazer uma timeline da minha vida sexual.

Como é o nome disso? Misoginia? Frustração? Recalque?

Brochismo (acabei de inventar a palavra e achei perfeita pra situação)? A mim, não importam as motivações de meia dúzia de idiotas. O que me importa e choca é que as pessoas percam tempo em tomar conta da perereca alheia.

Então, cês me desculpem a ironia, mas que pussy poderosa essa minha, hein?!

Mais do que um desabafo pessoal sobre um tempo que há muito ficou pra trás, esse post é uma reflexão sobre essa mania masculina de rotular e diminuir o sexo oposto, transformando tudo numa piada sem graça em looping. Ora bolas, eu fiquei com muitos publicitários por ser uma delas. Frequentávamos as mesmas festas, andávamos com as mesmas pessoas, os chopps e churrascos eram extensão natural da jornada de trabalho. Normal, as pessoas se azararem, se encantarem e se pegarem. Mas por que isso me reduz a um apelido depreciativo?

Cadê o apelido daquele menino que enche a cara e sai dando em cima de cada menina até lograr êxito em algum momento? Por que a ele não é dispensada a mesma ironia maldosa? E mais: quem foi que determinou a quantidade aceitável de peguetes para não ser taxada de galinha, piranha ou caçadora de xyz?

Eu passei por tudo isso, digeri, superei e, hoje, dou risada. Mas sei que, nesse exato momento, tem uma menina chorando escondido por estar sofrendo com esse tipo de “gracinha”.

Até quando? Pelo amor de Deus, já passou da hora de respeitarmos verdadeiramente as escolhas individuais alheias, sem hipocrisia e, principalmente, sem julgamentos bestas.

5 ideias para uma árvore de Natal alternativa

Por Helô Righetto

Esse ano aconteceu algo inédito comigo: não me animei para montar a árvore de natal tradicional. O lugar onde ela geralmente fica agora está ocupado por um móvel e eu confesso que estou com preguiça de mudar tudo de lugar para acomodar essa decoração temporária (que me perdoem os loucos por Natal!). Mas não me levem a mal: eu curto decoração natalina, e estou sim sentindo falta de uma atmosfera festiva aqui no meu lar doce lar.

Até porque tenho uma mala cheia de bolas e enfeites de árvore, e quero utilizá-las de alguma maneira. Então comecei a pesquisar por “árvores alternativas” e encontrei algumas soluções interessantes. Algumas não necessariamente resolvem o meu problema do espaço, mas são tão criativas que achei que valia a pena dividir aqui.

Vamos a elas!

1. A árvore escada: apesar de ocupar praticamente o mesmo espaço de uma árvore, é uma ideia genial para quem tem enfeites lindos que acabam “perdidos” entre os galhos. Eu pelo menos sempre fico com dó (sou dessas) dos enfeites que ficam escondidos, virados pra parede (afinal, quem tem espaço para colocar a árvore bem no meio da casa?). Utilize pedaços de fio ou barbante amarrados nos degraus e faça uma exposição das suas bolas e enfeites!

imagem: http://www.houseandgarden.co.uk/christmas/alternative-christmas-trees-ideas/stepladder?next#ViewImage
Foto: House and Garden

2. A árvore de livros: seu problema de falta de espaço para a árvore é culpa da sua coleção de livros? Aqui uma solução que une o útil (livros) ao agradável (a árvore): faça uma pilha piramidal com os livros. Cubra de luzes, fitinhas, enfeites e pronto! De repente até dá pra pensar nessa solução como algo mais permanente, basta mudar a disposição dos livros depois. Afinal, quem precisa de estante quando temos uma pilha de livros do chão ao teto, não é mesmo?

Foto: thisoldapt.tumblr.com
Foto: thisoldapt.tumblr.com

3. A árvore de tecido: não precisa ser tão grande assim como o da foto (que por sinal e da Ikea, uma rede de lojas de móveis e acessórios presente na Europa e Estados Unidos), até porque haja parede para cobrir! E hoje em dia é super fácil encontrar lugares que fazem impressão digital sobre tecido, então você pode criar seu próprio modelo. Basta encontrar uma foto bacana, comprar tecido branco liso e pronto!

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Foto: Ikea

4. A árvore desconstruída: uma ideia linda, mas que requer um certo trabalho e inclinação para atividades manuais. Afinal, não basta apenas recolher galhos de árvores, é preciso prendê-los na parede (e tantar reproduzir o formato triangular da árvore de Natal) e dispor os enfeites com delicadeza, pra não ficarem muito pesados e consequentemente derrubarem os galhos. Ah, mas que é lindo, isso é! Vamos já pro parque buscar galhos caídos no chão!

Foto: Kit and Forage
Foto: Kit and Forage

5. A árvore no vaso: deixei a minha solução preferida para o final. Acho que é essa que vou acabar colocando em prática. Basta um vaso alto e alguns galhos (acho que aqui até vale usar galhos artificiais, hoje em dia existem produtos perfeitos que não são cafonas!). Nada de pendurar na parede, trocar móveis de lugar. E o mais legal é que o vaso pode ficar em cima da mesa de jantar, no balcão da cozinha, na mesa de centro e até na cabeceira da cama. Ainda melhor: dá pra ter vários em diferentes cantos da casa!

Foto: Currystrumpet
Foto: Currystrumpet

E vocês, fariam uma decoração alternativa? Ou a tradicional árvore não pode faltar?