Dicas para Viagens Longe e Perto


Por Carla Caldas

Olá! Sou a Carla Caldas e hoje estou me apresentando oficialmente como Colaboradora do Coletivo Tropical.

Foto: Carla Caldas
Foto: Carla Caldas

Engenheira e marqueteira de formação, com carreira de executiva em grandes multinacionais. Carioca de carteirinha mudei para São Paulo em 2003, casei com um paulista e por aqui fiquei. A paixão por viagens me levou a escrever o blog Longe e Perto.
Aqui no Coletivo terei o prazer de compartilhar com vocês as minhas vivências de viagens e também dicas do dia a dia de quem mantém o espirito curioso dos viajantes em sua própria cidade.

Acredito que viajar é um estado de espírito, é estar aberto para ao novo, para coisas simples e belas que simplesmente nos transportam para um lugar especial.
Para começar vou dividir algumas dicas que fui aprendendo com o tempo e também com meus sufocos já vividos mundo afora.

Se você vai para Longe, anota aí:

• Seu passaporte, sua vida.

Somente quem já perdeu um passaporte no exterior sabe o transtorno que é.
Por isso minha dica prioritária: cuide do seu com muito carinho.

Eu sou adapta de bolsa na cintura. O look às vezes não fica tão charmoso por conta da barriguinha, mas tudo bem, o que vale é ter segurança. Algumas pessoas preferem o cofre do hotel. Opção pessoal, o importante é estar sempre em lugar seguro.
Mantenha uma cópia na mala ou nos arquivos do celular e outra com alguém no Brasil. Você nunca sabe quando poderá precisar.

Se nada funcionar e perder o documento do mesmo jeito, vá ao Consulado do Brasil. Foi assim que resolvi meu problema.

• Verifique com antecedência todos os documentos necessários para seu embarque:

Quais documentos (passaporte, vistos, vacinas…) são obrigatórios para entrada no destino?

Qual a validade do seu passaporte? Você sabia que alguns países exigem período superior a seis meses?

Outros, como a Argentina, aceitam apenas a carteira de identidade. Porém, muitas vezes algumas pessoas utilizam carteiras de associações ou de motoristas como identidade e nesse caso elas não serão aceitas.

Por isso, evite surpresas: separe tudo para não esquecer nada no dia. Quem ai já viveu o sufoco de chegar ao aeroporto sem passaporte?

• Outros documentos (Reservas de hotel, tickets de passeios, moedas estrangeiras,vouchers de reserva de carro).

O mesmo raciocínio é válido. Confira antes, deixe tudo organizado onde for mais conveniente (impresso em pastas ou em arquivos digitais). O importante é estar acessível no momento necessário.

Como sugestão, também deixe sempre uma cópia com alguém quando for viajar. Nunca se sabe quando algo vai acontecer e vão precisar encontrar você.

• Cartão de crédito

Antes de viajar, entre em contato com a central e inclua o Aviso de Viagem, informando o destino e o período . Esse procedimento evitará bloqueio devido a sua mudança de padrão de consumo. Acreditem constrangimento puro ter que devolver para as gôndolas suas comprinhas que levaram um tempão para serem escolhidas e explicar para o vendedor porque seu cartão não foi aceito.

Verifique os benefícios oferecidos (Ex: Sala Vips em aeroportos, concierges para reservas, descontos, seguros (vida e auto)). Geralmente o seguro só é valido para o titular do cartão com o qual a passagem foi comprada. Portanto vale pagar cada passagem no cartão do respectivo viajante e aproveitar o benefício do seguro.

• Acumule milhas – Acredite é possível!

Tenha um programa de milhas prioritário.
Use seu cartão de crédito para impulsionar a pontuação. Concentre seus gastos do dia a dia (gasolina, supermercado.), uma forma de ter controle e visibilidade e de aumentar o acúmulo de milhas.

Se não viaja com frequência, o cartão de crédito e outros programas de fidelidade poderão ajudar você a viajar sem o custo das passagens aéreas.

• Viaje leve

Use malas pequenas e de quatro rodinhas!

Lembre-se que em muitos lugares você precisará carregar sua mala e não vai gostar de ficar arrastando peso nos aeroportos e estações de trem mundo afora.
Acredite, você nunca usará todas as roupas que levou. Aposte nas cores neutras e nos acessórios. Viaje confortável.

Personalize sua mala, isso ajudará na identificação. Vale pendurar: fita colorida, etiqueta com seu nome, capa protetora ou qualquer outro elemento que faça você não confundir sua mala com as irmãs de mesma cor.

E lembre-se de pesar antes de ir para o aeroporto, assim evitará surpresas com excesso de peso.

Em alguns países não é permitido compensar o peso de uma mala com a outra. Ou seja, se seu limite são duas de 20 KG, não adianta levar uma com 30 kg e outra com 10 Kg. Já vi muita gente tendo que abrir mala no momento do check-in.

Uma boa alternativa é comprar uma balança de mão, daquelas pequenas fáceis de ser encontradas em lojas de variedades.

• Seguro de Viagem

Seguro morreu de velho! É sempre bom ter.

Não vai viajar para Longe? Que tal manter o espírito viajante na sua própria cidade?
• Mantenha o hábito de pesquisar as novidades
Pesquisar as atrações turísticas disponíveis e eventuais eventos acontecendo durante o período de sua visita deve ser uma prática de todo viajante. Blogs, sites e redes sociais são ótimas fontes de inspiração. Já pensou perder o show do seu artista preferido que estivesse fazendo uma apresentação gratuita em algum parque próximo apenas porque você não estava informado? Grandes feiras e exposições também movimentam as cidades. Não deixe de acompanhar e colocar esses programas na sua agenda, mesmo sendo morador do local.

• Conheça os principais pontos turísticos

Sim, tire um dia para visitar os pontos turísticos. Você poderá ser surpreendido.

• Tenha uma meta de lugares novos a serem visitados

Siga as palavras de Dalai Lama: “Uma vez por ano vá a algum lugar onde nunca esteve antes.”.

Que tal incluir em suas metas pessoais conhecer lugares novos na sua cidade ou no seu bairro? Restaurantes, parques, museus, lojas.

• Tenha parceiros de aventuras

Você pode ter uma meta em comum com um amigo, filho. Acredite pode ser divertido. Certa vez montei com meu marido um sistema de pontuação para quem sugerisse lugares novos para visitação.

• Não tenha vergonha

Tire fotos, pergunte as curiosidades, pesquise a história. Turistar na própria cidade é divertido e bem mais barato.

BOA VIAGEM e até a próxima!!

Cervejas e queijos: uma harmonização improvável e que funciona

Por Mirella Camargo

No mundo das harmonizações a dobradinha mais difundida é sem dúvida o queijo + vinho tinto. Mas você sabia que também é possível harmonizar perfeitamente uma bela cerveja especial com o seu queijo favorito?

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Estamos no Brasil, com clima tropical, calor que pede sempre uma cerveja estupidamente gelada, então vamos tirar proveito disso e colocar um queijinho na jogada.

Confesso que sempre tive dificuldade em fazer este tipo de harmonização e muitas vezes errei (mas comi e bebi tudo até ver o fim). Acabava escolhendo um queijo que matava completamente a cerveja e vice-versa. Como minha especialidade é apenas comer e beber, fui pedir ajuda ao pessoal da Eisenbahn que são especialistas no assunto e nos deram quatro opções de harmonização que eu testei em casa e ficaram perfeitas.

Foram escolhidos para esta harmonização quatro queijos maturados: Gouda, Reino, Gorgonzola e Parmesão. Estes tipos de queijos, após o processo de produção, que inclui a pasteurização do leite, coagulação, corte e salga, permanecem em repouso para a maturação (período que pode demorar de poucas semanas a alguns meses), em ambientes com temperatura e umidade controladas. São queijos com sabores marcantes.

Confira abaixo as sugestões de harmonização, monte sua tábua de queijos, abasteça a geladeira e chame os amigos. 

Queijo Gouda + Eisenbahn Weizenbier

A cerveja estilo Weizenbier é uma bebida com um perfil bem aromático que remete ao sabor de banana e cravo. Por ser refrescante e bem gaseificada, combina perfeitamente com o Gouda, pois suaviza o sabor picante e ressalta o leve toque adocicado do queijo. 

Queijo Reino ou Gorgonzola + Eisenbahn Strong Golden Ale

Por se tratarem de queijos fortes, de sabores marcantes e predominantes, o Reino e o Gorgonzola pedem uma cerveja com a mesma força. Por isso a indicação é a Strong Golden Ale da Eisenbahn, que é bem encorpada, levemente adocicada e bem alcoólica. Para queijos que são tão imponentes, uma cerveja com alta graduação alcoólica ajuda a limpar o paladar, proporcionando uma harmonização perfeita. 

Parmesão + Pale Ale

Levemente picante, o queijo Parmesão pede uma cerveja com um nível de amargor equilibrado, que faça o contraste com o sabor e limpe o paladar. Neste quesito a cerveja tipo Pale Ale é perfeita, pois tem um amargor médio a baixo, levemente tostado, que complementa o sabor do queijo Parmesão.

Veja abaixo mais algumas opções sugeridas no livro Larousse da Cerveja:

Brie/Camembert: Bock, American Ale, Porter, Stout e India Pale Ale.

Gruyère: Bock, Amber Hybrid Beer, English Pale Ale, Strong Ale e Belgian Strong Ale.

Minas Padrão: Pilsner, Bock, Porter, Stout e Strong Ale.

Frescal: Light Lager, Pilsner, European Amber Lager e English Pale Ale.

MORADO, Ronaldo. Larousse da Cerveja. Editora Larousse, 2009.

Agradecimentos: Brasil Kirin e Tirolez

Panzanella da Katie: a salada da felicidade

Por Raphaella Perlingeiro

Eu cresci comendo as saladas da minha avó. Ela era uma grande cozinheira, mas este era um item sempre desvalorizado no seu imaginário gastronômico. 

Foto: Raphaella Perlingeiro
Foto: Raphaella Perlingeiro

O negócio dela era preparar uma boa língua, o clássico pastelão de frango ou um cozido. Afinal, quem tem tempo para salada com um repertório desses? E mesmo que todos quisessem uma salada diferente, para ela, isso não lhe dizia respeito.

Para playlist da cozinha!

Salada para minha avó era: tomate, alface e pepino no molho vinagrete e ponto final.

Infelizmente, não aprendi a cozinhar com a minha avó. Então, todos esses pratos são como fantasmas na minha vida. Estou sempre procurando aquela receita de pastelão. Por outro lado, essa falta acabou me instigando a construir um novo repertório de receitas. Para vocês verem como nada é totalmente ruim, certo?

Uma das minhas diversões preferidas é ir a livraria e passar horas folheando livros de receitas. E, foi num dia assim que esbarrei com o livro da Katie. Ele me ganhou de primeira. As fotos são incríveis! Faz você desejar ir para uma casa de campo com suas pessoas queridas e alimentá-las com todos os pratos do livro. Uma sensação maravilhosa! 

De todas as receitas, a resolvi testar primeiro foi a Panzanella. Uma salada exatamente como era o pastelão da minha avó, rústico e convidativo. A receita ficou um pouco demorada, já que resolvi assar os pimentões no lugar de chamuscá-los na boca do fogão. 

Mas eu testei e te prometo, vale o trabalho. Vale muito! 

Tweet: Ela é uma salada ótima para converter aqueles inocentes que ainda não descobriram a delícia de um pimentão assado.

Livro: DAVIES, Katie Quinn. Quando Katie Cozinha: receitas e outras coisinhas. São Paulo: editora Panelinha, 2013.

PANZANELLA DA KATIE (serve 2 como prato principal e 4 como entrada ou acompanhamento)

Ingredientes:

1)   8 tomates grape cortados ao meio e no sentido do comprimento – esse detalhe é estético e faz diferença;

2)   Sal marinho e pimenta-do-reino moída na hora (invista em um sal bom);

3)   1 pão italiano redondo do dia anterior. Ele deve ser cortado em pedaços do tamanho de uma mordida (Eu compro no Zona Sul ou na Casa Carandaí);

4)   3 pimentões vermelhos;

5)   1 colher de sopa de azeite extra-virgem (você irá usar mais que isso);

6)   220g de mozzarella de búfala fresca picada de maneira rústica;

7)   1 colher de sopa de alcaparras (a Katie diz para lavá-las antes, mas não é necessário);

8)   1 maço de folhas de manjericão (só as folhas, e você deve usar o manjericão de folha grande).

Molho de vinagre balsâmico

1)   3 colheres de sopa de azeite extravirgem;

2)   1 colher de sopa de vinagre balsâmico (invista em uma garrafa de qualidade. Vai valer a pena!);

3)   Sal marinho e pimenta-do-reino moída na hora.

Preparo:

1)   Pré-aqueça o forno a 130a C (ou na menor temperatura possível. O meu mínimo é 180 a C, por exemplo);

2)   Medir e separar todos ingredientes (vou insistir mais uma vez, essa é uma etapa fundamental. Cozinha é método!);

3)   Coloque os tomates cortados no sentindo do comprimento em uma assadeira;

4)   Salpique sal e pimenta recém moída sobre os tomates. Depois jogue um pouco de azeite. Reserve;

5)   Pegue os pimentões e coloque em uma forma sobre uma folha de papel manteiga (a Katie tosta eles na chama de um dos queimadores do fogão. Eu não gostei dessa opção. Fiz uma zona! Eu prefiro eles assados no forno. Acho que fica mais gostoso. Você pode escolher o jeito que gostar mais);

6)   Leve ao forno os tomates e os pimentões ao mesmo tempo;

 Lembrete! O tempo para o tomate é de 2 horas. Não disse que demora? Se o seu forno for como o meu (um droga), dê uma olhada quando der 1 hora no forno. Você deve retirá-los quando estiverem levemente caramelizados. Para os pimentões, deixe uns 30 minutos depois vire eles do outro lado com um pegador. Eles irão inchar e depois ficarão um pouco tostados.

Não esqueça que esse aspecto murcho o pimentão só terá depois de retirado do forno e esfriado.

7)   Enquanto os tomates e o os pimentões estiverem no forno, pegue os pães picados e coloque em outra forma e regue com um pouco de azeite. Reserve;

8)   Já passou uma hora? Veja se os tomates estão levemente caraterizados. Se a resposta for sim, retire-os do forno e reserve;

9)   Você já pode colocar os pães no forno por 30 minutos no máximo (é só para eles ficarem crocantes);

10)    Agora é vez dos pimentões! Quando levemente tostados, retire os pimentões e deixe-os esfriar;

11)    Enquanto isso faça o molho. É só misturar todos os ingredientes em uma tigela;

12)    Se os pães estiverem prontos, não esqueça de retirá-los;

13)    É hora de tirar a pele e as sementes dos pimentões. Não esqueça de tirar a parte branca também (o cheiro é incrível nessa hora);

14)    Fatie os pimentões em tiras (não precisa ser perfeccionista), depois jogue em uma tigela e misture um pouco de azeite extra-virgem;

15)    Jogue o molho de balsâmico sobre os pães ainda na forma;

16)    Misture bem e depois retire-os com uma escumadeira e os leve para a travessa onde pretende servir a salada (tome o cuidado para deixar um pouco do molho na forma. Você irá usá-lo depois);

17)    Junte ao pão o tomate caramelizado, o pimentão (sem o excesso de azeite); a mozzarella picada; as alcaparras (lavadas ou não) e o manjericão;

18)    Agora sim, você vem com o resto do molho que ficou na forma onde foi assado o pão e derrama o restinho do molho sobre a salada;

19)    Tempere com sal e pimenta. Voilà! Habemus Panzanella!

Tá Confuso? Vai de Design

Por Heloisa Righetto

Muito prazer! Eu sou a Heloisa Righetto (pode me chamar de Helô) e agora faço parte do time de colaboradoras do Coletivo Tropical. Eu escrevo um blog pessoal desde 2005 e escrevo também no blog de viagens Aprendiz de Viajante (onde lancei meu primeiro livro, o Guia de Londres para Iniciantes e Iniciados, em 2015).

Aqui no Coletivo eu vou falar sobre design e decoração, temas muito presentes na minha vida profissional e pessoal.

Falar de design para mim não é apenas falar sobre uma cor ou material que está em alta, ou sobre um estilo de decoração específico (Boho chic? Minimalista? Rústico?). Ainda que a aparência seja o fator que salta aos olhos (amo abacaxis e flamingos, me julguem), todo o processo de criação envolvido faz parte do Design, e este pode e deve ser pensado de outras maneiras.

Foto: Helô Righetto
Foto: Helô Righetto

Abraçar o design, para mim, significa entendê-lo como solução, e não como supérfluo.

Mas deixa eu contar um pouco mais sobre como foi a minha história com o Design:

Quando prestei vestibular, em 1997, era senso comum que quem tentava entrar na faculdade de Administração de Empresas não sabia o que queria. Eu quase fui por esse caminho, mas como sabia bem o que não queria – os cursos tradicionais, que já na época me pareciam parados no tempo – decidi ser confusa em um curso mais criativo: Design. Comecei o ano de 1998 achando que ali começava minha carreira como designer gráfica (a única coisa que eu sabia sobre esse curso, que aprenderia a desenvolver logos), mas, lá pelo meio de ano, eu estava mais confusa do que no dia que preenchi o formulário do vestibular.

Decidi então trancar a matrícula no fim do ano e me inscrevi em um curso de decoração part-time, com duração de três anos. No terceiro ano, um dos projetos envolvia a criação de uma linha de mobiliário, e foi então que percebi que precisava voltar pra faculdade de Design, mas dessa vez focada na especialização em Projeto de Produto. E lá fui eu começar de novo, só que dessa vez com a vantagem de ter os três anos do curso de decoração como base.

Passados os quatro anos de faculdade, eu comecei a trabalhar como designer de móveis e, na época, achava que finalmente tinha me encontrado. Era isso! Iria criar belos objetos para o resto da minha vida, e ver minhas criações nas casas das pessoas. Mas com o passar do tempo fui descobrindo que ser designer não é sinônimo de ser criativa 100% do tempo. Ser designer significa também ser pesquisador, saber lidar com fabricantes, atender expectativas de vendas e adaptar seu estilo pessoal ao estilo do cliente, ou seja, tentar imprimir sua assinatura mesmo quando o que é solicitado não te agrada nem um pouco.

O que eu não aprendi na faculdade de Design é que com essa base eu poderia fazer muitas, muitas coisas “além prancheta” (tirando aqui uma licença poética, afinal que graça tem falar “além autocad”?). A minha veia criativa não precisava necessariamente estar focada em criar produtos (gráficos ou tridimensionais), mas sim soluções. Sim, existem muitos criadores talentosos, mas existem também os estudantes de 17 anos perdidos como eu, que enxergaram no design uma alternativa, e que meio sem saber acabaram descobrindo que esse mundo é tão abrangente e cheio de ramificações, que deveria ser a opção de curso para aqueles que se encontram perdidos. A nova Administração de Empresas!

Foto: Helô Righetto
Foto: Helô Righetto

Como hoje já não trabalho mais diretamente com design, meu amor pela área é ainda mais genuíno. Gosto de olhar tendências de uma forma mais leve, sem a abordagem às vezes um pouco engessada do mercado. Pra mim, design e decoração tem a ver com personalidade, com conforto, e, de vez em quando, com impulso. Afinal, quem resiste a uma almofada com estampa de flamingo ou uma vela em formato de abacaxi?

6 músicas para se embriagar

Por Chris Menezes

Amamos música e amamos biritas. Mas quando esses dois mundos se encontram, ficamos empolgadíssimas. Afinal, celebra-se com música e quase sempre com uma bebidinha. Mas e quando você tá na fossa? Vai dizer que nunca pegou um booze qualquer e colocou aquela baladona no seu music player? Não importa a situação, mas a máxima de juntar um som com uma dose dá muito certo e listamos as 6 melhores uniões. Aperta o play e vem a com gente.

Cheers – Rihanna

Sério…essa foi a primeira música que veio à cabeça quando pensei nesse post. Porque tem brinde, tem Jameson e scotch queridinho aqui pelas bandas do Coletivo, e tem Rihanna-vida-loka. Let’s drink to that!

You know I’m no good – Amy Winehouse (com colaboração de Mirella Camargo)

Já que falamos em vida loka, Amy não poderia ficar de fora. Mas dessa vez, ela foi bem lúcida ao escolher como companhia nosso Gin preferido, o Tanqueray. A gente te entende, Amy, também somos a kind of trouble…

Whiskey in the jar – Thin Lizzy/Metallica

Não tem busca na world wide web que não relacione esse rock como a top referência quando se trata da mistura música e álcool. Pessoalmente, prefiro mais a versão do Thin Lizzy, mas o Metallica conseguiu dar uma pegada mais dançante, mantendo a essência desse clássico.

Blame it – Jamie Foxx feat. T-Pain

Tá, é um hip hop bem sexista. Mas além da batida gostosinha, boa pra dar aquela animadinha inicial na pista de dança, essa música lista um bocado de marcas de destilados – Tequila Patrón, as vodkas Grey Goose e Nuvo, o cognac Henry IV e outras mais.

Goodbye Yellow Brick Road – Elton John

Num de seus maiores sucessos, o confidente de Lady Di divaga sobre a importância de uma boa vodka para nos ajudar a sair dos vales da vida. É uma música de volta por cima, que a nossa querida Princesa de Gales devia amar.

Saidera – Skank

Samuel Rosa e seus parças homenageiam o universo botequeiro e suas duas maiores instituições – a cerveja gelada e a saideira. Apesar do nome de fim de festa, é impossível ficar parado.

Bônus: como esse assunto é muito rico e empolgante, preparei uma playlist linda pra vocês curtirem lá no meu Spotify. Segue lá!

Rock, roll and cheers!

Leia e Viaje: um diário russo por John Steinbeck e Robert Capa

Por Raphaella Perlingeiro

STEINBECK, John et CAPA, Robert. Um Diário Russo. Rio de Janeiro: Cosac Naify, 2003.

Foto: Cosac Naify Editora
Foto: Cosac Naify Editora

Você gosta de viajar com suas leituras?

Se sim, pense neste livro como opção. Sabe aquela leitura que transcende gostos particulares? Mesmo para quem não gosta muito do assunto “guerra”, esta é uma opção que vale ser considerada. A narrativa é despretenciosa e fala, em última análise, sobre a capacidade humana de se reerguer. Um assunto que todas temos que enfrentar em algum momento da nossa existência. Certo?

Neste “Diário”, os dois autores contam suas impressões ao viajarem por 2 meses pela antiga URSS. O pano de fundo é o cenário de pós-guerra em 1947. Eles mostram personagens cotidianas: operários, fazendeiros, escritores, todos em um processo de reconstrução, não apenas de suas vidas, mas do seu país.

Uma leitura que surpreende pela leveza, mesmo sendo profunda o suficiente para quebrar preconceitos e ideias sedimentadas com relação à realidade daquele momento histórico e naquele país.

Os autores

O escritor americano John Steinbeck foi Nobel de 1962 e escreveu “Vinhas da Ira”, que virou um filme daqueles de doer estrelando o maravilhoso Henry Fonda.


Apresentação (1min13seg) sobre o filme “Vinhas da Ira”. Direção John Ford, inspirado no clássico de John Steinbeck. Tem uma das minhas cenas preferidas.😉

O húngaro Robert Capa foi um célebre fotojornalista e grande responsável pelo registro fotográfico de grandes eventos bélicos do século XX. Entre eles, a invasão da China pelos japoneses durante a II Guerra Sino-Japonesa e a cobertura durante as guerras de independência da Indochina. O episódio mais importa da sua carreira, contudo, foi certamente ser o único jornalista presente com a primeira leva de soldados no Dia D – Incrível!

Foto: Robert Capa na Life Magazine (Junho de 1944)
Foto: Robert Capa na Life Magazine (Junho de 1944)

Veja mais imagens em: “Slightly out Focus”

Tanto Capa quanto Steinbeck são homens ícones de seu tempo e, através do relato deles, temos a oportunidade de começar a entender o Zeitgeist – espiríto do tempo – do início do século XX.

Boa leitura e boa viagem!

Seja a pessoa com quem gostaria de passar o resto da vida!

Por Mirella Camargo

Você é capaz de ser feliz sozinho? Se não é, deveria.

Foto: Mirella Camargo
Foto: Mirella Camargo

Muitas vezes a diferença entre solidão e liberdade é apenas uma questão de escolha, de atitude. Não quero aqui levantar uma bandeira e dizer que estar sozinho é a melhor coisa do mundo, mas gostaria de ver mais pessoas enxergando este momento na vida como algo bom, como uma oportunidade única de conhecer a si próprio e fazer tudo aquilo que sempre quis.

Você pode até dizer: “Mas eu estou cansado de ser sozinho”. E eu vou te responder: “Então meu amigo, você está cansado de si mesmo!”

Tome uma atitude e seja a pessoa com quem gostaria de passar a maior parte do tempo. Tenha certeza que automaticamente atrairá muitas outras pessoas que também vão querer passar algum tempo com você.

Aceite a liberdade momentânea que a vida te dá ao te transformar em uma pessoa sozinha.

Vá ao melhor restaurante, peça a melhor sobremesa e coma sozinho, sem ter que dividir com ninguém. Compre uma passagem de avião e viaje sem ter que dar satisfações a ninguém. O que você vai fazer ao acordar no dia seguinte, só diz respeito a você.

Vista-se como bem entender e sem se preocupar com o que o mundo vai pensar sobre isso. Aceite o seu corpo, não seja escravo do que os outros dizem ser o padrão de beleza mundial.

Ouça aquelas músicas que só você gosta, durma com a televisão ligada e deixe a roupa espalhada pelo chão da casa. Aproveite enquanto não tem ninguém que depende de você para comer e passe o dia só comendo pipoca e refrigerante.

Aproveite o silêncio para meditar e escutar o som da sua alma. Observe mais e valorize tudo que está ao seu redor. Liberte-se da imposição de que para ser feliz tem que ter alguém ao seu lado. Saiba que estar sozinho pode ser um dos melhores momentos da sua vida.

Olhe mais para dentro de si mesmo e menos para o vizinho. Valorize o privilégio de passar pela vida tendo conhecido a si próprio, pois infelizmente muitas pessoas não conseguem.

Seja a pessoa com quem você gostaria de passar o resto da sua vida!

Como fonte de inspiração para este início de relacionamento com você mesmo, eu vou deixar o vídeo da Tanya Davis, How to be Alone. Ele é um convite à vida e à felicidade.

Saiba mais sobre a Tanya Davis (escritora e cantora) aqui.

Transcrição do vídeo “How to be alone”, 2010
Tanya Davis com Andrea Dorfman

“If you are, at first, lonely – be patient.
If you’ve not been alone much or if, when you were, you weren’t okay with it then just wait,
you’ll find it’s fine to be alone…
once you’re embracing it.

We could start with the acceptable places: the bathroom, the coffee shop, the library.
Where you can stall and read the paper,
where you can get your caffeine fix and sit and stay there,

where you can browse the stacks and smell the books
you’re not supposed to talk much anyway,
so it’s safe there.

There’s also the gym.
If you’re shy you can hang out with yourself in the mirrors, you can put headphones in.
And there’s public transportation
– because we all gotta go places –
and there’s prayer and meditation
no one will think less if you’re hanging out with your breath
seeking peace and salvation.

Start simple,
things you may have previously avoided based on your avoid-being-alone principles.
The lunch counter, where you will be surrounded by chow-downers,
employees that only have an hour
and their spouses work across town
and so they, like you, will be alone.
Resist the urge to hang out with your cell phone.

When you are comfortable with eat-lunch-and-run, take yourself out for dinner,
a restaurant with linen and silverware.
You’re no less intriguing a person when you’re eating solo dessert
and cleaning the whipped cream from the dish with your finger;
in fact, some people at full tables will wish they were where you were.

Go to the movies
where it is dark and soothing
alone in your seat amidst a fleeting community.

And, then, take yourself out dancing,
to a club where no one knows you
stand on the outside of the floor
until the lights convince you more and more
and the music shows you.
Dance like no one’s watching
(‘cause they are probably not)
and, if they are, assume it is with best and human intentions,
the way bodies move genuinely to beats is, after all, gorgeous and affecting.
Dance until you’re sweating
and beads of perspiration remind you of life’s best things,
down your back like a brook of blessings.

Go to the woods alone and the trees and squirrels will watch for you.
Go to an unfamiliar city, roam the streets,
there are always statues to talk to

and benches made for sitting
give strangers a shared existence
if only for a minute
and these moments can be so uplifting
and the conversations that you get in
by sitting alone on benches
might have never happened
had you not been there by yourself.

Society is afraid of alone though,
like lonely hearts are wasting away in basements,
like people must have problems if, after awhile, nobody is dating them

But alone is a freedom that breathes easy and weightless
and lonely is healing if you make it.

You could stand, swathed by groups and mobs or hold hands with your partner
look both further and farther
in the endless quest for company,
but no one’s in your head
and by the time you translate your thoughts some essence of them may be lost
or perhaps it is just kept,
perhaps in the interest of loving oneself,
perhaps all of those sappy slogans
from preschool over
to high school’s groaning
were tokens for holding the lonely at bay.
‘cause if you’re happy in your head then solitude is blessed and alone is okay.

It’s okay if no one believes like you
all experiences unique, no one has the same synapses
can’t think like you
for this be relieved,
keeps it interesting, life’s magic things in reach.

And it doesn’t mean you aren’t connected, that community’s not present.
Just take the perspective you get
from being one person alone in one head
and feel the effects of it

Take silence and respect it.
If you have an art that needs a practice, stop neglecting it.
If your family doesn’t get you
or a religious sect is not meant for you
don’t obsess about it.

You could be, in an instant, surrounded, if you need it.
If your heart is bleeding make the best of it

there is heat in freezing, be a testament”